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Em Romanos 12.1-8, Paulo passa da doutrina à vida: a resposta ao evangelho é um corpo entregue a Deus, uma mente renovada e dons postos a serviço. A carta foi escrita de Corinto, por volta de 57 d.C., a uma igreja que Paulo não fundou nem havia visitado, formada por judeus e gentios que se reuniam em casas espalhadas por Roma. Na paisagem religiosa da capital, aquelas casas eram uma estranheza: todo grupo religioso da cidade tinha altar, sacerdote e sacrifício, e os cristãos não tinham nenhum dos três.
É esse vazio que o capítulo 12 preenche. Paulo toma o vocabulário do culto, apresentar, sacrifício, santo, agradável, serviço, e o aplica à vida de cada dia. O culto que Deus quer não acontece num templo; acontece no corpo, na mente e no serviço aos irmãos.
O “portanto” que abre o capítulo recolhe tudo o que veio antes. As “misericórdias de Deus” são o conteúdo dos onze capítulos anteriores: a justificação pela fé, a adoção, o Espírito que habita no crente, a certeza de que nada nos separa do amor de Deus e, nos capítulos 9 a 11, a fidelidade de Deus a Israel. Se Deus tivesse abandonado as promessas feitas a Israel, não haveria razão para confiar nas promessas feitas a nós; como não abandonou, entregar-se a ele é a resposta razoável.
Por isso a ordem dos capítulos não é acidental. O pagão sacrifica para conseguir a misericórdia dos deuses; a fé bíblica sacrifica porque já a recebeu. No Novo Testamento, religião é graça e ética é gratidão, e não por acaso a mesma palavra grega, charis, serve para as duas coisas.
1. O culto racional (Versículo 1)
Romanos 12:1
“Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.”
Contexto Histórico e Cultural
Paulo não ordena; ele pede. O verbo parakaleō, traduzido por “peço”, tem tom diplomático e é a forma verbal do nome que Jesus deu ao Espírito Santo, o Paracleto, aquele que se põe ao lado para encorajar. O pedido é dirigido a “irmãos”, e a palavra não é decorativa: só quem já está em Cristo tem os recursos para viver o que vem a seguir. O evangelho nunca foi “limpe a sua vida e depois venha a Jesus”; é “venha a Jesus, e ele limpará a sua vida”. Romanos 12 é escrito para quem já veio.
O verbo “ofereçam” (paristēmi) era termo técnico de sacrifício, usado quando alguém apresentava um animal ao altar, e é também o verbo-chave de Romanos 6, onde aparece cinco vezes: “ofereçam-se a Deus como pessoas que voltaram da morte para a vida” (6.13). Paulo, portanto, não começa um assunto novo; ele retoma o que já havia ensinado e lhe dá forma de culto. E o que se oferece é o corpo.
Para o ouvinte grego, formado na filosofia de Platão, a frase era chocante, porque o corpo era visto como um túmulo, a prisão de onde a alma queria escapar. Para os muitos escravos que havia naquelas igrejas, era ainda mais forte, porque o corpo deles, pela lei, pertencia a outro. Paulo escreve “corpo” de propósito: ele quer a pessoa inteira, nas suas relações concretas, e não uma devoção interior sem consequências visíveis.
Os três adjetivos explicam que sacrifício é esse. É “vivo”, ao contrário dos sacrifícios do templo, que chegavam vivos ao altar e saíam mortos; por isso não é uma decisão feita uma única vez, mas uma entrega que se renova. É “santo”, palavra que significa separado para Deus, como os utensílios do templo eram separados para o uso sagrado. E é “agradável a Deus”, isto é, Deus se agrada de fato dele. Tudo isso Paulo chama de “culto racional”.
“Culto” (latreia) é a palavra que ele usou em 9.4 para o serviço sacerdotal de Israel. “Racional” é o que se pode justificar diante de Deus. Orígenes, que lia o texto na própria língua, explicou assim: há razões honestas para este culto, mas não há nenhuma para oferecer carneiros a um Deus que não come. No antigo sistema, o sacrifício era racional apenas para quem o trazia; o animal não entendia nada. Agora, quem traz e o que é oferecido são a mesma pessoa.
Aplicação Para Hoje
A primeira correção que o versículo faz é ao nosso conceito de sacrifício. Costumamos pensar que sacrificar-se é abrir mão de alguma coisa, e por isso a palavra assusta. Mas o sacrifício de que Paulo fala é aceitar a autoridade de Deus sobre a vida, e com ela receber a vida plena que Jesus prometeu. Isso não quer dizer que não custe.
João Batista definiu o sacrifício vivo numa frase, dita justamente quando os seus discípulos tentavam provocar-lhe ciúme do sucesso de Jesus: “é necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). Eu deixo de estar no comando; ele passa a viver através de mim. É morte de um lado e vida do outro.
A segunda correção é ao caráter da entrega. Muitos cristãos guardam a lembrança de uma consagração feita num acampamento, aos dezessete anos, e nunca renovada. Não é isso que o texto pede.
Como o sacrifício é vivo, a decisão precisa ser refeita todos os dias, e de modo concreto. João Crisóstomo perguntou como o corpo se torna sacrifício e respondeu membro a membro: os olhos deixam de olhar o que não devem, a língua deixa de falar o que suja, as mãos deixam de fazer o que é ilícito; e, como abster-se não basta, as mãos passam a dar, a boca passa a abençoar quem amaldiçoa, os ouvidos passam a gostar de ouvir a Escritura. Vale fazer esse inventário por escrito, com as duas colunas.
A terceira correção é ao motivo. Há quem sirva a Deus por medo de perder a salvação, e há quem sirva por medo de descobrir que nunca a teve. Os dois medos produzem a mesma coisa: a ação certa pelo motivo errado, e um serviço que não dura. Paulo fundamenta o apelo nas misericórdias de Deus porque o serviço cristão nasce da gratidão, não da insegurança.
Uma pergunta prática ajuda a saber a que o seu corpo está de fato entregue: olhe a sua agenda da semana e o seu extrato bancário. Eles dizem, com mais honestidade do que qualquer declaração de fé, para onde vão as suas horas e o seu dinheiro. Deus quer você, não apenas o seu trabalho.
2. A transformação pela renovação da mente (Versículo 2)
Romanos 12:2
“E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Contexto Histórico e Cultural
No grego, o versículo 2 não começa uma frase nova; ele continua a do versículo 1 e explica como se faz a entrega do corpo: não se conformando a esta era e sendo transformado pela renovação da mente. Os dois verbos estão no presente e na voz passiva. O presente indica uma atitude contínua, continuar recusando um molde e continuar aceitando outro. A voz passiva reconhece que há forças agindo sobre nós: de um lado, a pressão da cultura, das instituições e dos hábitos do grupo; de outro, a ação de Deus. Paulo, aliás, não escreve “mundo”, mas “era” (aiōn): o espírito de uma época, o modo de pensar que cada tempo respira sem perceber.
A palavra traduzida por “conformar-se” (syschēmatizō) significa tomar outra coisa como padrão, e a sua raiz é a mesma de “moda”. Crisóstomo, que falava grego, viu nisso o ponto: o que o mundo oferece é como a moda, mal chega e já passa. Já “transformar” (metamorphoō) é um verbo raro no Novo Testamento.
Ele ocorre quatro vezes: duas para descrever a transfiguração de Jesus no monte (Mateus 17.2; Marcos 9.2) e duas para descrever o que Deus faz no crente (aqui e em 2 Coríntios 3.18). Não é coincidência. O alvo da transformação é a semelhança com Cristo, e o mecanismo, segundo 2 Coríntios 3.18, é contemplá-lo: somos transformados na imagem daquilo para que olhamos.
A transformação acontece “pela renovação da mente”, e isso corrige uma leitura comum. A mudança que Deus opera não é primeiro emocional, e não é apenas de comportamento; ela começa no modo de pensar, e não só no conteúdo dos pensamentos, mas na própria estrutura de como se pensa. O versículo é, na verdade, a resposta a Romanos 1.28.
Ali, os homens não quiseram reter o conhecimento de Deus, e Deus os entregou a uma “mente reprovada”; aqui, a mente renovada volta a aprovar a vontade de Deus. A carta inteira está entre esses dois versículos. E o verbo final, “experimentar” (dokimazō), tem dois lados: a mente renovada discerne o que Deus quer, e a vida que obedece comprova, na prática, que a vontade de Deus é boa, agradável e completa, que é o sentido de “perfeita”.
Aplicação Para Hoje
Uma imagem simples resume o versículo: não seja camaleão, seja lagarta. O camaleão toma a cor do que está atrás dele; é o cristão que pensa como o ambiente pensa, muda de opinião conforme a companhia e não sabe explicar por quê. A lagarta é transformada por dentro, fora de vista, e um dia sai do casulo com cores que ninguém viu formar-se. A diferença entre os dois não está no esforço; está na fonte da cor, de fora ou de dentro. Como se dá essa renovação?
O texto não detalha, mas o resto da Escritura sim, e são três meios que não se substituem. O primeiro é a própria Escritura: não existe mente renovada à parte dela, e quem passa mais horas diante da tela do que diante da Bíblia já sabe o que vai colorir o seu pensamento. O segundo é a igreja local, onde a Palavra é ensinada e vivida em conjunto. O terceiro são as amizades, porque é muito mais fácil alguém puxá-lo de cima de uma cadeira do que você puxá-lo para cima. Ló era um homem justo, diz a Escritura, e ainda assim, de tanto conviver com Sodoma, acabou sem credibilidade até diante dos próprios genros.
É preciso saber também por onde a era entra. Ela raramente entra de frente; entra pela conjunção “mas também”. “Creio no que Gênesis diz sobre a criação, mas também no que dizem que aconteceu por acaso.” “Creio na fidelidade no casamento, mas também acho que é preciso experimentar antes.” “Creio que é o Senhor que edifica a igreja, mas também preciso de técnicas de gestão para ela crescer.” Em cada caso, a segunda metade da frase é o molde do mundo sendo aceito sem exame. Vale a pena escrever as próprias frases com “mas também” e olhar com calma o que vem depois delas.
3. Pensar com moderação no corpo de Cristo (Versículos 3 a 5)
Romanos 12:3-5
“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um de vocês que não pense de si mesmo além do que convém. Pelo contrário, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.”
Contexto Histórico e Cultural
O versículo 3 começa com “porque”, e a conjunção mostra que Paulo não mudou de assunto. A vida com os dons no corpo de Cristo é o primeiro lugar em que a mente renovada aparece, e a primeira coisa que essa mente faz é avaliar-se com honestidade. “Pela graça que me foi dada” repete a construção de “pelas misericórdias de Deus” do versículo 1, e há um toque de transparência nisso: fala quem já nutriu uma visão exaltada de si mesmo e sabe aonde ela leva. A advertência é para “cada um de vocês”, sem exceção.
Paulo brinca quatro vezes com o verbo “pensar”. “Pensar de si mesmo além do que convém” traduz hyperphroneō, um verbo que só aparece aqui em todo o Novo Testamento. “Pensar com moderação” traduz sōphroneō, uma das quatro virtudes cardeais da filosofia grega, o equilíbrio entre o excesso e a covardia, e o contrário exato da arrogância que derruba os heróis das tragédias gregas. Teodoreto tirou a conclusão certa: se pensar com moderação é ter a mente sã, então a arrogância é doença da mente.
A “medida da fé” é a base dessa avaliação. A expressão já rendeu dezenas de interpretações, mas o contexto sugere a mais simples: a medida é aquilo que foi medido a cada um, ou seja, o dom que cada um recebeu, exatamente o que o versículo 6 vai dizer. Ninguém se orgulha do que recebeu por medida.
Os versículos 4 e 5 dão a razão: a igreja é um corpo. A imagem era conhecida em Roma, onde uma fábula antiga comparava a cidade a um corpo cujos membros brigavam entre si. Mas Paulo diz “um só corpo em Cristo”, e acrescenta o que a fábula não tinha: os membros são “uns dos outros”.
O corpo não é um apesar da diversidade; ele é um por causa dela. Se todos os membros fossem iguais, não haveria corpo, haveria uma monstruosidade. E ninguém vive à parte: cada crente depende dos outros e é responsável por eles.
Aplicação Para Hoje
Por que Paulo fala de humildade antes de falar de dons? Por duas razões. A primeira é que os dons operam numa esfera ordenada. Se o braço de alguém começasse a se debater com agenda própria, sem obedecer à cabeça, aquela pessoa deixaria de ser um ser humano e viraria um monstro.
É isso que se vê na igreja de Corinto: dons legítimos, exercidos sem a semelhança com Cristo, e por isso o capítulo do amor fica exatamente no meio dos capítulos 12 a 14 de 1 Coríntios. A segunda razão é que todo dom foi dado com outra pessoa em mente. O dom de ensino existe para quem precisa aprender; o de misericórdia, para quem sofre; o de contribuir, para quem tem falta. Não é sobre nós; é sobre eles.
Isso muda o que devemos admirar. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1 Coríntios 1.7) e nenhum caráter. Andy Woods conta que, quando jovem, ficou muitas vezes em fila para o autógrafo de alguma celebridade cristã e descobriu, em conversa particular, a arrogância que saía da boca de gente evidentemente dotada. À medida que amadureceu, o dom passou a impressioná-lo menos, e o caráter, mais.
É um bom critério para escolher a quem seguir. O texto também nos livra de dois erros opostos. Um é pensar alto demais de si; o outro, pensar baixo demais. Somos servos no mundo, não capachos nem vermes, e a régua não é a comparação com os outros, mas a avaliação honesta diante de Deus.
Por fim, “membros uns dos outros” tem um teste simples: quantas pessoas da sua congregação você conhece de verdade? Não se pode servir a quem não se conhece. Escolha esta semana alguém cujo nome você sabe e cuja vida você ignora, e mude isso.
4. Os sete dons e o modo de exercê-los (Versículos 6 a 8)
Romanos 12:6-8
“Temos, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se é profecia, seja segundo a proporção da fé; se é ministério, dediquemo-nos ao ministério; o que ensina dedique-se ao ensino; o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com generosidade; o que preside, com zelo; quem exerce misericórdia, com alegria.”
Contexto Histórico e Cultural
A palavra “dons” (charismata) vem de “graça” (charis). A graça é a nascente; o dom é o gole que cada um recebe dela, e só isso já deveria ser uma barreira intransponível contra o orgulho. A lista de sete dons não é exaustiva, porque outras listas do Novo Testamento trazem outros. Os sete se dividem em dons de palavra (profecia, ensino, exortação) e dons de serviço (ministério, contribuição, presidência, misericórdia), e o serviço é a maioria. Para Paulo, o Espírito de Cristo se manifesta de modo característico no serviço, muitas vezes escondido, no cuidado diário com as necessidades dos outros.
O primeiro dom é a profecia, e é preciso dizer o que ela era. No Novo Testamento, como no Antigo, o profeta recebia revelação direta de Deus, e os cristãos dos primeiros séculos, que ainda falavam a língua de Paulo, entendiam assim. Tertuliano resumiu as três marcas do profeta, prever o futuro, revelar os segredos do coração e explicar mistérios, e desafiava quem reivindicava o título: “se você é profeta, prediga-nos alguma coisa”. Ninguém era chamado de profeta só porque pregava bem. Por isso a profecia devia ser exercida “segundo a proporção da fé”, e o artigo no grego indica “a fé” como corpo de doutrina: toda mensagem profética era julgada pela verdade já revelada (1 Coríntios 14.29), assim como em Israel o profeta que contradissesse a Lei era falso, mesmo que fizesse milagres.
Os demais dons vêm com um modo de exercício. “Ministério” (diakonia) é palavra ampla, e está ao lado da profecia de propósito: o dom menos honrado nesta era ocupa lugar de honra no sistema de Deus, porque o próprio Filho do Homem “não veio para ser servido, mas para servir” (Marcos 10.45). Ensino é o dom da clareza. Exortação tem a mesma raiz do “peço” do versículo 1 e cobre tanto admoestar quanto consolar.
Contribuir deve ser feito com haplotēs, simplicidade sem segundas intenções, de onde vem a tradução “generosidade”. Presidir deve ser feito com zelo, e a palavra grega tanto pode significar “liderar” quanto “cuidar de”, que no ministério cristão são a mesma coisa. E a misericórdia, com alegria: é a única vez em que Paulo usa esse verbo para a misericórdia humana, e ela fecha a lista como o eco, na vida cotidiana, do ponto alto da carta, a misericórdia de Deus sobre todos (11.32).
Aplicação Para Hoje
O versículo 6 começa com “temos”, e esse “nós” inclui todos. O ministério não pertence ao pastor e ao músico; pertence a cada filho de Deus. Quando alguém diz que está pensando em entrar para o ministério, a resposta certa é uma pergunta: você é salvo? Então já está no ministério.
Em muitas igrejas, vinte por cento das pessoas fazem oitenta por cento do trabalho, e isso é desvio, não normalidade. Quem se pergunta qual é o seu dom costuma receber um conselho que parece frustrante e é o mais útil: pare de procurar e comece a servir. O dom se manifesta à medida que a pessoa cresce e serve, como a criança que, exposta a várias atividades, aos poucos gravita para aquela em que é capaz.
A falta de um dom nunca é isenção. Numa partida de beisebol, todo jogador vai ao bastão; alguns apenas batem mais longe. Todo crente ensina, contribui, testemunha, lidera em alguma esfera e mostra misericórdia; o dom é o que faz alguém bater mais longe numa dessas áreas. E o lugar de exercê-lo é a igreja local, que foi instituída por Cristo, e não a internet. Se a sua igreja é imperfeita, a pergunta certa é o que você pode dar a ela, não o que vai receber.
Dois dos modos de exercício merecem atenção especial, porque são os mais fáceis de violar. O primeiro é dar com simplicidade. Dar como ao Senhor significa que, uma vez que a oferta sai da sua mão, a responsabilidade pelo uso passa a ser de quem a recebeu, diante de Deus; ficar fiscalizando o que a igreja faz com a sua contribuição é sinal de que ela nunca foi dada de verdade. Significa também dar em sigilo: Jesus disse que quem dá para ser visto já recebeu a sua recompensa (Mateus 6.2-4), e o edifício com o nome do doador é exatamente isso, a recompensa inteira, paga adiantada.
O segundo é consolar. O abraço é bom, mas o dom de exortação consola com a Palavra: foi assim que Paulo consolou os tessalonicenses que choravam os seus mortos, explicando-lhes a esperança da volta de Cristo (1 Tessalonicenses 4.13-18). Quem visita um enlutado faz bem em levar textos preparados, e não improviso. Por trás de todos os sete dons está o mesmo Cristo, que lavou os pés dos discípulos para que fizessem o mesmo, e que distribui esses dons desde a sua ascensão com um propósito: preparar uma noiva madura para o dia em que voltar (Efésios 4.11-13).
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Referências Bibliográficas
• BERCOT, David W. Romans: How Romans Was Understood Before Augustine and Luther. The Historic Faith Commentary Series. (Fonte das citações de Orígenes, Crisóstomo, Teodoreto, Ambrosiaster, Irineu, Tertuliano, Hipólito, Cipriano e Clemente de Alexandria.)
• BRUCE, F. F. Romans. Tyndale New Testament Commentaries. Grand Rapids: Eerdmans.
• DUNN, James D. G. Romans 9—16. Word Biblical Commentary 38B. Dallas: Word Books.
• HODGES, Zane C. Romans: Deliverance from Wrath. Grace Evangelical Society.
• IRONSIDE, H. A. Lectures on the Epistle to the Romans.
• PAWSON, David. A Commentary on Romans. Unlocking the New Testament.
• STOTT, John R. W. The Message of Romans. The Bible Speaks Today. Leicester: IVP.
• SWINDOLL, Charles R. Romans. Swindoll’s Living Insights New Testament Commentary.
• WIERSBE, Warren W. Romans (Wiersbe Bible Study Series), a partir de Be Right.
• WRIGHT, N. T. The Letter to the Romans: Introduction, Commentary, and Reflections. The New Interpreter’s Bible, vol. X.
• DEAN JR., Robert. Romans (2010), aulas 126 a 134 (12/12/2013 a 27/02/2014).
• WOODS, Andy. Romans, sessões 33 a 36 (22/01 a 12/02/2012), Sugar Land Bible Church.
• GUZIK, David. Enduring Word Bible Commentary — Romans 12. enduringword.com.
Texto bíblico: Nova Almeida Atualizada (NAA), © 2017 Sociedade Bíblica do Brasil.
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