Série: Efésios • Estudo Bíblico

Efésios 6.1-9: Filhos, pais, servos e senhores sob o mesmo Senhor

"Quanto a vocês, servos, obedeçam a seus senhores aqui na terra com temor e tremor, com sinceridade de coração, como a Cristo, 6 não servindo apenas quando estão sendo vigiados, somente para agradar pessoas, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Efésios 6:5-6"

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Vídeo resumo

No trecho anterior, Paulo tratou do casamento. Agora ele fala aos outros moradores da casa: primeiro aos filhos e aos pais, depois aos servos e aos senhores. Naquela época, os escravos viviam na mesma casa da família e trabalhavam ali, e é por isso que o mesmo trecho trata da criação dos filhos e do trabalho. Tudo o que Paulo diz aqui continua ligado à ordem de 5.18, de nos deixarmos encher pelo Espírito. Obedecer aos pais, criar bem os filhos, trabalhar com dedicação e mandar sem ameaçar são resultado da ação do Espírito em quem crê, e não simples regras de boa educação.

Outros escritores daquele tempo também davam conselhos sobre a vida em casa, mas se dirigiam somente ao chefe da família. Paulo fala primeiro à criança e ao escravo, e os trata como pessoas capazes de decidir. Ao pai e ao dono ele não lembra direitos, mas deveres e limites.

E em cada ordem ele repete o mesmo nome: “no Senhor”, “do Senhor”, “como a Cristo”, “o Senhor está nos céus”. Esta é a mensagem que vamos acompanhar: quem obedece está obedecendo a Cristo, e quem manda continua debaixo da autoridade de Cristo. Ele, que foi um Filho obediente e é o Senhor de todos, é a razão de cada uma dessas ordens.

1. Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor (Versículo 1)

Efésios 6:1
“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isto é justo.”

Contexto Histórico e Cultural

Paulo poderia ter dito aos pais o que deviam exigir dos filhos, mas preferiu falar diretamente aos filhos. Isso mostra que as crianças estavam na reunião da igreja quando a carta foi lida, sentadas ao lado dos pais, e que já tinham idade para entender o que ouviam. A ordem é para o filho que ainda mora com os pais e depende deles. Quando ele se casa e forma a sua própria família (5.31), deixa de dever obediência, mas continua devendo honra. A expressão “no Senhor” não se refere aos pais, como se a ordem valesse só para filhos de pais crentes.

Ela se refere à obediência: o filho obedece aos pais porque pertence a Cristo, e é em casa que ele começa a servir ao Senhor. O motivo que Paulo dá é simples: “isto é justo”, ou seja, é o certo a fazer. O maior exemplo é o próprio Senhor Jesus, que aos doze anos “voltou com eles para Nazaré e era submisso a eles” (Lucas 2.51). Robert Dean chama a atenção para o fato de que o Filho eterno de Deus, perfeito e sem pecado, obedeceu a um pai e a uma mãe que eram pecadores como nós. Por isso o filho não pode usar os erros dos pais como desculpa para desobedecer.

Aplicação Para Hoje

Às crianças podemos dizer com simplicidade: “quando você obedece ao papai e à mamãe, você está servindo ao Senhor Jesus, que também foi criança e também obedeceu”. Aos pais convém lembrar que a obediência precisa ser ensinada com paciência e que o filho aprende a obedecer a Deus quando vê os pais obedecendo a Deus. Essa obediência tem um limite, que a Bíblia dá em outro texto: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). Isso não autoriza o filho a desobedecer sempre que não gostar de uma ordem, mas significa que nenhum pai pode mandar o filho pecar. Significa também que nenhum versículo da Bíblia obriga uma criança a ficar calada quando sofre violência ou abuso.

Quando isso acontece, a igreja deve proteger a criança e levar o caso às autoridades, que o próprio Deus estabeleceu: o Conselho Tutelar, o Disque 100 ou a polícia. Os presbíteros acompanham e amparam a família, mas não tentam resolver sozinhos, dentro da igreja, aquilo que cabe às autoridades. Quanto ao Senhor Jesus, a sua obediência não terminou em Nazaré. Ele foi “obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2.8), e foi por essa obediência que fomos salvos. O filho cresce e um dia deixa de receber ordens dos pais, mas o mandamento que Paulo cita em seguida vale para a vida inteira.

2. Honrar pai e mãe não tem prazo (Versículos 2 a 3)

Efésios 6:2-3
“Honre o seu pai e a sua mãe”, que é o primeiro mandamento com promessa, “para que tudo corra bem com você, e você tenha uma longa vida sobre a terra”.”

Contexto Histórico e Cultural

Paulo cita agora o quinto dos Dez Mandamentos (Êxodo 20.12). Honrar é mais do que obedecer. A obediência diz respeito ao que o filho faz enquanto está sob os cuidados dos pais, e a honra diz respeito ao valor que ele dá aos pais durante toda a vida. Jesus mostrou que honrar inclui sustentar os pais necessitados, quando repreendeu os fariseus que usavam uma oferta a Deus como desculpa para não ajudá-los (Marcos 7.9-13).

É verdade que o cristão não está debaixo da Lei de Moisés, que foi dada a Israel. Mas aquilo que os apóstolos repetem no Novo Testamento vale para a igreja como ordem do próprio Cristo, e é por isso que o filho cristão honra pai e mãe. Quanto à promessa, é importante notar o que Paulo deixou de fora. Em Êxodo, a frase termina com as palavras “na terra que o Senhor, seu Deus, lhe dá”.

Essa terra é Canaã, e a promessa foi feita ao povo de Israel. Paulo não repete essa parte porque a igreja não recebeu promessa de terra. Para nós, o que permanece é um princípio de sabedoria, parecido com os de Provérbios: em geral, o filho que ouve os pais aprende a ter disciplina e vive melhor. Não se trata de uma garantia.

Aplicação Para Hoje

Por essa razão, não devemos prometer vida longa à criança obediente, porque Deus não prometeu isso à igreja. Também não podemos deixar que pais que perderam um filho ainda jovem pensem que alguém teve culpa. Lewis Sperry Chafer lembra que o cristão é peregrino neste mundo e que a sua esperança não é viver muitos anos, mas encontrar o Senhor, que virá do céu. Já a honra aos pais continua valendo para o filho adulto.

Ele não recebe mais ordens, mas honra os pais quando os visita, quando os ouve com paciência e, principalmente, quando cuida deles na velhice: acompanha nas consultas, ajuda nas despesas e não os deixa sozinhos. Paulo diz que quem não cuida dos seus “negou a fé e é pior do que o descrente” (1Timóteo 5.8). A igreja ajuda a viúva que não tem ninguém, mas não toma o lugar do filho que pode ajudar. Honrar os pais, porém, não obriga o filho que foi maltratado a fingir que nada aconteceu nem a se colocar de novo em situação de risco.

O Senhor Jesus praticou o que ensinou. Na cruz, no momento em que levava sobre si os nossos pecados, ele olhou para a sua mãe e a confiou aos cuidados do discípulo amado (João 19.26-27). Quem foi amado por ele aprende com ele a cuidar de pai e mãe. Depois de falar aos filhos, Paulo se dirige aos pais.

3. Pais, criem os filhos sem provocá-los à ira (Versículo 4)

Efésios 6:4
“E vocês, pais, não provoquem os seus filhos à ira, mas tratem de criá-los na disciplina e na admoestação do Senhor.”

Contexto Histórico e Cultural

Pela lei romana, a autoridade do pai durava a vida inteira, e ele tinha o direito de castigar o filho com violência, de vendê-lo e até de mandar matá-lo. Paulo não fala desses direitos e começa dizendo ao pai o que ele não deve fazer. Ele se dirige especialmente ao pai, porque é ele o primeiro responsável por ensinar os filhos nos caminhos de Deus. Isso não exclui a mãe, que assume essa tarefa quando o pai não está presente ou não é crente, como fez a mãe de Timóteo. Provocar os filhos à ira é tratá-los de um modo que os deixa revoltados sem necessidade.

Isso acontece quando os pais impõem regras em excesso, quando nunca ficam satisfeitos com o que o filho faz, quando o comparam com os irmãos, quando o humilham ou quando o castigam num momento de raiva. Mas os pais também provocam os filhos quando são ausentes e os deixam crescer sem orientação. O versículo condena, portanto, tanto a dureza quanto o descuido. O verbo traduzido por “criar”, ektrephō, só aparece outra vez em 5.29, onde Paulo diz que Cristo alimenta a igreja e cuida dela. O pai deve cuidar dos filhos como Cristo cuida da igreja, e não aparecer só na hora de corrigir.

A disciplina é o ensino por meio da prática, que inclui horários, limites e correção. A admoestação é o ensino por meio da conversa, em que o pai explica, aconselha, avisa e anima. As duas são “do Senhor”, porque o ensino vem dele e os filhos pertencem a ele. O pai cuida dos filhos em nome do Senhor e um dia prestará contas a ele.

Aplicação Para Hoje

O modo de fazer isso está em Deuteronômio 6. Em primeiro lugar, a Palavra de Deus precisa estar no coração dos pais. Depois, eles falam dela aos filhos nas situações comuns do dia: à mesa, no caminho para a escola, na hora de dormir. Isso exige tempo com os filhos, e essa tarefa é dos pais. Andy Woods afirma que a igreja só consegue reforçar o que os filhos já aprendem em casa e que ela não tem como compensar o que falta ali.

Em nossas reuniões, as crianças ficam junto dos pais e os veem participar da ceia do Senhor todos os domingos. É natural que perguntem o que significam o pão e o cálice, e quem deve responder primeiro são os pais. Quanto à correção, o pai que nunca corrige erra tanto quanto o que provoca. Ela deve ser pensada com calma, explicada ao filho e proporcional à falta.

Nunca deve ser feita com raiva, e depois dela o filho precisa saber que continua sendo amado. Violência não é disciplina. A lei brasileira a proíbe, e a igreja não pode encobri-la. Quando é o pai quem erra, ele deve pedir perdão ao filho.

Isso não diminui a sua autoridade; mostra ao filho, na prática, o evangelho que ele ensina. O pai cristão não deve esquecer que ele também é filho. Deus o corrige com amor (Hebreus 12.6), sem destruí-lo e sem abandoná-lo, e é assim que ele aprende a tratar os próprios filhos. Depois de tratar da família, Paulo passa a falar do trabalho.

4. Servos, obedeçam como a Cristo (Versículos 5 a 7)

Efésios 6:5-7
“Quanto a vocês, servos, obedeçam a seus senhores aqui na terra com temor e tremor, com sinceridade de coração, como a Cristo, não servindo apenas quando estão sendo vigiados, somente para agradar pessoas, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Sirvam de boa vontade, como se estivessem trabalhando para o Senhor e não para pessoas,”

Contexto Histórico e Cultural

A palavra traduzida por “servos” é doulos, que significa escravo, uma pessoa que pertencia a outra. Calcula-se que um terço da população vivia nessa condição, de modo que muitos dos que ouviram a carta eram escravos. A lei quase não os protegia, e eles eram tratados como objetos. Paulo, ao contrário, fala com eles como pessoas que têm valor diante de Deus. Ele orienta pessoas que viviam na escravidão, mas isso não quer dizer que a aprovasse.

A escravidão é um mal. A Lei de Moisés condenava à morte quem sequestrasse uma pessoa para vendê-la (Êxodo 21.16), e o próprio Paulo escreveu: “não se tornem escravos de homens” (1Coríntios 7.23). No Brasil, a escravidão durou até 1888, e houve quem usasse este trecho para defendê-la. O texto, porém, ensina o contrário, pois coloca o dono e o escravo debaixo do mesmo Senhor. Paulo não organizou um movimento contra a escravidão.

Ele pregou o evangelho, e o evangelho levou donos e escravos a se tratarem como irmãos e a participarem juntos da ceia. Com o tempo, ficou claro que essa fraternidade não combinava com a escravidão. Quanto ao modo de servir, “temor e tremor” não é medo do patrão, mas a seriedade de quem sabe que responde a Cristo. “Sinceridade de coração” é trabalhar sem falsidade e sem segundas intenções. Servir “apenas quando estão sendo vigiados” é o que faz quem só se esforça quando o chefe está por perto.

Aplicação Para Hoje

Hoje ninguém entre nós é escravo, mas o ensino destes versículos serve para todos os que trabalham sob as ordens de alguém, desde que separemos o que se aplica a nós do que não se aplica. Aplica-se a atitude: ser honesto, trabalhar do mesmo modo quando o chefe está presente e quando ele sai, e fazer o serviço de boa vontade, sem viver reclamando. Não se aplica a condição do escravo, porque o empregado tem contrato, salário, direitos garantidos por lei e liberdade para procurar outro emprego. Por isso o cristão suporta com paciência e oração um chefe difícil, mas não obedece a uma ordem que o obrigue a pecar e deve denunciar casos de assédio, de fraude ou de crime.

Procurar a Justiça do Trabalho, quando é necessário, não é falta de submissão. J. Vernon McGee observa que o dono mandava apenas no corpo do escravo, enquanto o cristão entregou a Cristo a vida inteira. É por isso que todo trabalho honesto pode ser feito para o Senhor.

O irmão que dá graças pelo pão no domingo é o mesmo que, na segunda-feira, dirige o ônibus, atende no caixa ou dá aula, e o Senhor recebe tanto um serviço quanto o outro. Cristo nos comprou por alto preço, e o valor de quem trabalha não depende do cargo que ocupa, mas desse preço. Fica, porém, uma pergunta: o que acontece com o trabalho bem feito que ninguém percebe?

5. O Senhor devolverá cada bem que fizermos (Versículo 8)

Efésios 6:8
“sabendo que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, seja servo, seja livre.”

Contexto Histórico e Cultural

Este versículo dá o motivo de tudo o que foi dito aos servos. Paulo não pede que o escravo se sinta bem com a sua situação. Ele lhe dá uma certeza sobre o futuro, e é essa certeza que o ajuda a servir de coração. A promessa é para “cada um”, sem exceção, e vale para “alguma coisa boa”, por menor que seja. A expressão “receberá isso outra vez” indica uma prestação de contas.

Paulo usa o mesmo verbo em 2Coríntios 5.10, onde ensina que todos nós compareceremos diante do tribunal de Cristo. Somente os que creram em Cristo estarão diante desse tribunal. Os pecados deles não serão julgados, porque já foram pagos na cruz. O Senhor avaliará o que cada um fez e dará a recompensa. A salvação não estará em questão, porque ela é um presente de Deus.

O versículo diz ainda que a recompensa virá “do Senhor”. Os escravos estavam acostumados com promessas que não eram cumpridas, pois muitos donos prometiam a liberdade e depois voltavam atrás, mas esta promessa é feita pelo Senhor. Assim, a palavra final sobre a vida do escravo não seria do dono, mas do Senhor, que é justo. O versículo termina com as palavras “seja servo, seja livre”. Com isso Paulo já inclui os donos, pois eles também responderão ao Senhor pelo que fizerem.

Aplicação Para Hoje

Essa certeza muda a razão pela qual trabalhamos. O salário é necessário e o reconhecimento faz bem, mas não é por eles, em primeiro lugar, que o cristão se dedica. Deus pode recompensar o nosso trabalho ainda nesta vida, mas a recompensa que ele prometeu é a que receberemos diante de Cristo. Pensemos no funcionário que procura ser honesto. Ele não bate o ponto para o colega, não leva para casa o que pertence à empresa e não deixa o serviço de lado quando o chefe sai.

Talvez ninguém repare nisso, mas o Senhor vê. Além disso, o Senhor leva em conta o motivo com que trabalhamos, e não apenas a quantidade ou a importância do que fazemos. Isso consola o irmão que tem uma função simples, porque o Senhor não compara o serviço dele com o de ninguém. É preciso lembrar, porém, que ninguém vai para o céu porque trabalhou bem.

A vida eterna é dada de graça a quem crê em Cristo, e a recompensa é o que o Senhor dará aos que já são seus filhos. O Senhor que nos avaliará conhece a injustiça por experiência própria. Ele foi condenado sem culpa e, quando o maltrataram, não fez ameaças. Ninguém entende melhor do que ele o que é servir sem ser reconhecido.

6. Quem manda também tem Senhor nos céus (Versículo 9)

Efésios 6:9
“E vocês, senhores, façam o mesmo com os servos, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como de vocês, está nos céus, e que ele não trata as pessoas com parcialidade.”

Contexto Histórico e Cultural

Paulo usou quatro versículos para falar aos escravos e apenas um para falar aos senhores. A ordem “façam o mesmo” não manda os senhores obedecerem aos escravos, mas tratá-los com a mesma honestidade e a mesma boa vontade que esperavam deles, porque todos servem ao mesmo Senhor. Em seguida vem uma proibição: “deixando as ameaças”. Naquele tempo os donos controlavam os escravos pelo medo e ameaçavam açoitá-los ou vendê-los para longe da família.

Os melhores conselheiros da época recomendavam tratar bem os escravos para que produzissem mais. Paulo dá outro motivo: o dono também tem um Senhor. Em grego, a palavra usada para os senhores e para o Senhor é a mesma, kyrios. Esse Senhor “está nos céus”.

No começo da carta, Paulo ensinou que Cristo está sentado acima de toda autoridade (1.20-22), e agora aplica essa verdade à vida de todos os dias. Além disso, ele “não trata as pessoas com parcialidade”, isto é, não julga ninguém pela aparência nem pela posição social. Cargo, salário e diploma não o impressionam.

Aplicação Para Hoje

Este versículo vale para todos os que têm autoridade sobre outras pessoas, em casa, na empresa ou na igreja. Quem manda não deve usar ameaças. O patrão cristão paga um salário justo e em dia, registra o empregado em carteira, não humilha ninguém e não protege uns em prejuízo de outros. Avisar o empregado sobre as consequências de uma falta é correto. O que o versículo proíbe é dirigir as pessoas por meio do medo, e o assédio moral é exatamente isso.

Os presbíteros também precisam lembrar que a igreja não é deles e que eles têm um Senhor nos céus. A ceia nos ajuda a não esquecer essa verdade, porque nela o patrão e o empregado se sentam lado a lado e comem do mesmo pão. O exemplo para quem tem autoridade é o Senhor Jesus, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10.45). Paulo falou a filhos, pais, servos e senhores, e a todos apontou o mesmo Senhor.

Ele é o Filho que obedeceu até a morte na cruz, é quem nos comprou e para quem trabalhamos, e é quem recompensará todo o bem que fizermos. Lembremos, porém, que ninguém se torna filho de Deus por obedecer aos pais ou por ser um bom trabalhador. Tornamo-nos filhos de Deus quando cremos em Cristo, que pagou o preço da nossa salvação. E a esperança de quem crê não é melhorar de posição neste mundo, mas ver chegar o Senhor que está nos céus.

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Referências Bibliográficas

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• WOODS, Andy. “Introduction to Ephesians”; 2 Timothy, sessões 2, 22 e 28; Genesis, sessões 9, 197 e 200; Exodus, sessão 12; John, sessões 112 e 115; Soteriology, sessão 17; James, sessões 8 e 10.

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Infográfico

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