Série: Efésios • Estudo Bíblico

Efésios 3.14-21: Uma oração para que Cristo esteja em casa no coração

"Peço a Deus que, segundo a riqueza da sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um. Efésios 3:16"

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Efésios 1 a 3 é quase todo indicativo: o que Deus fez. Fomos escolhidos, adotados, redimidos, selados; estávamos mortos e recebemos vida; estávamos longe e fomos trazidos para perto, feitos um só corpo com os judeus crentes, pedras de um só santuário em que Deus mora. O capítulo 3 explicou que essa união era um mistério, uma verdade que ainda não havia sido revelada e que agora foi aberta. Sobra uma pergunta prática: como uma verdade posicional vira realidade vivida numa assembleia concreta, com gente concreta?

A resposta de Paulo não é, primeiro, uma lista de ordens. As ordens vêm no capítulo 4. Antes delas, o apóstolo se ajoelha.

Ele tinha começado esta oração no versículo 1 e parado no meio da frase para explicar o mistério; agora retoma do ponto exato: “por essa razão”. Os versículos 14 a 19 são uma única frase no grego, e não uma lista de compras; são uma escada, em que cada pedido depende do anterior e leva ao seguinte. E o homem que ora está acorrentado a um soldado, numa casa alugada em Roma, sem saber como terminará o seu processo. Ele tem motivos para pedir que a circunstância mude.

Não pede nada para si. O fio que vamos seguir: o apóstolo que acabou de explicar o que Deus fez pela igreja se ajoelha e pede que isso se torne vida, que o Espírito fortaleça o íntimo de cada crente, que Cristo esteja à vontade no coração, que a igreja inteira compreenda o amor que não cabe no entendimento e seja cheia até a medida de Deus. E termina adorando o Deus que pode fazer infinitamente mais do que tudo isso.

1. Um homem de joelhos diante do Pai (Versículos 14 a 15)

Efésios 3:14-15
“Por essa razão, eu me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toda a família, nos céus e na terra, recebe o nome.”

Contexto Histórico e Cultural

A postura mais comum de oração entre os judeus era em pé, com as mãos erguidas. Ajoelhar-se marcava fervor: Salomão na dedicação do templo, Daniel três vezes por dia, o Senhor no Getsêmani, Estêvão diante das pedras, e o próprio Paulo na praia de Mileto, quando se despediu dos presbíteros de Éfeso, alguns dos quais ouviriam esta carta lida. O verbo “dobrar os joelhos” aparece só quatro vezes no Novo Testamento, sempre para submissão diante de uma autoridade. Paulo ora ao Pai, e é assim que se ora nesta era: ao Pai, em nome do Filho, com a ajuda do Espírito. Depois vem um jogo de palavras que o português perde: “Pai” é patēr e “família” é patria, o clã que leva o nome do pai.

O grego não tem artigo, e o sentido é “toda família”, cada agrupamento humano ou angélico. Deus é aqui o Criador de todas as famílias, não o Pai espiritual de todos os homens; filho de Deus, no sentido da salvação, é quem crê. E dar nome, na Bíblia, é exercer autoridade: Adão nomeou os animais, Deus mudou os nomes de Abrão, Sarai e Jacó, e Isaías diz que ele chama as estrelas pelo nome. O verbo está no presente: Deus continua nomeando, porque continua formando lares e povos. Para leitores que vinham do mundo de Ártemis e da magia, em que o poder se obtinha por fórmulas e amuletos, isso dizia que nenhuma força no céu ou na terra corta a linha entre o crente e o Pai.

Aplicação Para Hoje

Não há postura obrigatória, mas há reverência obrigatória. Quem não se ajoelha, de corpo ou de coração, não anda direito nem fica em pé no dia mau; a oração é a nossa declaração de dependência. Vale, em algumas ocasiões, ajoelhar-se de fato, porque para muitos o corpo ensina o coração. E vale lembrar a quem falamos: ao Pai que nomeia todas as famílias, e não a uma força que se aciona com palavras certas. Isso desfaz a versão evangélica da magia de Éfeso, a oração que funciona como fórmula.

Também nos põe no lugar certo uns diante dos outros: se toda família humana deve o nome ao mesmo Criador, nenhuma linhagem é superior a outra, e na mesa do Senhor se sentam lado a lado irmãos de origens, classes e histórias diferentes. O Pai a quem oramos é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e é por ele que chegamos. O que Paulo pede primeiro, de joelhos, não é saúde nem libertação. É força num lugar que ninguém vê.

2. Força por dentro, pelo Espírito (Versículo 16)

Efésios 3:16
“Peço a Deus que, segundo a riqueza da sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um.”

Contexto Histórico e Cultural

O verbo do pedido é “conceda”, dar. Sempre que a Bíblia fala de Deus dando, devemos pensar em graça: a salvação é dom, e a força para viver a vida cristã também é. E Deus dá “segundo a riqueza da sua glória”, não “da” riqueza. A preposição indica a medida, não a fonte. Como conta J.

Vernon McGee, o velho Rockefeller, o homem mais rico dos Estados Unidos, dava uma moeda de dez centavos ao menino que carregava os seus tacos de golfe: dava da riqueza, mas não segundo a riqueza. Deus dá à altura de tudo o que ele é, porque glória é o peso, a soma dos atributos dele. O pedido é “que sejam fortalecidos com poder”. O verbo está na voz passiva, e no Novo Testamento sempre está: a força não é autoproduzida; Deus é quem fortalece. E “poder” não é uma explosão, é capacidade constante de realizar.

O agente é o Espírito, e ele fortalece pela Palavra, não à parte dela. O lugar é “o íntimo”, literalmente “o homem interior”, a pessoa vista de dentro, a parte que ninguém fotografa. Paulo usa a mesma expressão em 2 Coríntios: o nosso ser exterior se desgasta, mas o interior se renova dia a dia. Os efésios já tinham o Espírito; o que Paulo pede não é que o recebam, mas que o Espírito que já mora neles os fortaleça.

Aplicação Para Hoje

Quanto tempo por semana investimos no homem exterior, corpo, aparência, carreira, patrimônio, e quanto no homem interior? A pergunta não é para gerar culpa. Ela mostra onde estamos pedindo força e onde Paulo pediu. A academia, o currículo, a saúde e a conta bancária perecem; o íntimo pode ser renovado até o fim.

E a passiva do versículo desmonta a espiritualidade do esforço próprio: ninguém se fortalece puxando os próprios cadarços. O caminho é o que o Espírito usa: um plano de leitura bíblica, um caderno de observações, a Palavra lida em voz alta depois do jantar. Quem investe duas horas por semana na academia pode investir o mesmo no homem interior. E o poder de Deus no crente não aparece primeiro em feitos extraordinários; aparece na capacidade de perseverar com alegria, de ficar em pé no dia da prova.

Força para quê? Para que alguém possa ficar à vontade dentro de nós. O versículo seguinte diz quem.

3. Cristo em casa (Versículo 17)

Efésios 3:17
“E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor.”

Contexto Histórico e Cultural

“E assim” é a escolha certa: o habitar é o resultado do fortalecimento, não um segundo pedido. Mas a pergunta surge na cabeça de qualquer leitor atento: Cristo já não habita em todo crente? Sim, desde o instante da fé, “Cristo vive em mim”, e essa habitação é permanente e não depende do nosso desempenho. O que Paulo pede está no verbo.

O grego tem duas palavras para morar: uma é morar de passagem, como estrangeiro, a que Hebreus usa para Abraão em tendas; a outra, katoikeō, é fixar residência, estabelecer-se, e era usada para colonos que se assentavam numa terra conquistada. Nas colônias romanas, os soldados veteranos assentados mantinham a língua, a lei e os costumes de Roma, e aos poucos a região se romanizava; não era Roma que se adaptava à província. Cristo já mora em nós; Paulo pede que ele esteja em casa, à vontade em cada cômodo, e, como diz o Dr. Robert Dean, o Senhor não vai se assimilar à nossa vida, ele vai fazer com que nos assimilemos a ele.

A presença é permanente; a comunhão pode ser interrompida, e o mesmo Senhor que derrubou a parede entre judeus e gentios não se sente em casa num coração que a reconstrói contra um irmão. Depois, dois particípios no tempo perfeito, algo já feito com efeito que permanece: “enraizados e alicerçados em amor”. A raiz vem da agricultura, o alicerce da construção, e quem enraizou foi Deus, na salvação, no amor que ele provou na cruz, “quando ainda éramos pecadores”.

Aplicação Para Hoje

Se Cristo já mora em nós, a pergunta que este versículo nos faz não é “sou salvo?”, e sim “ele está à vontade na minha casa?”. Por isso o texto não é um convite para “abrir o coração e deixar Jesus entrar”; ninguém é salvo por convidar Jesus, e sim por crer nele. O convite é para quem já é dele: arrumar a casa em que ele já mora. O rei Josias dá o modelo. Ele não construiu o templo de novo; o templo era do Senhor desde Salomão.

Ele o limpou do que não combinava com o dono, os ídolos, os utensílios de Baal, os cavalos dedicados ao sol. Fazemos o mesmo percorrendo os cômodos da vida, o que assistimos, como falamos com o cônjuge, como tratamos os irmãos, o que fazemos com o dinheiro, e confessando ao Pai o que não combina com quem mora ali. A confissão restaura a comunhão na hora. E essa arrumação se faz com paz, não com medo, porque o fim do versículo diz de onde vem a firmeza: já fomos enraizados e alicerçados no amor de Deus. Muitos crentes vivem inseguros porque medem a salvação pela própria consagração, e sofrem cada vez que ela oscila.

O fundamento, porém, não depende de nós; foi lançado por Deus, na cruz. Quando a dúvida vier, o lugar para olhar é Romanos 5.8, não o termômetro dos sentimentos. Como escreveu Warren Wiersbe, a tempestade que sopra revela a força das raízes, e as raízes de quem crê estão fincadas num amor que não muda. Entender o tamanho desse amor é o próximo degrau da oração.

4. Uma trena de quatro direções, com todos os santos (Versículo 18)

Efésios 3:18
“Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade”

Contexto Histórico e Cultural

“Possam compreender” junta dois verbos. O primeiro só aparece aqui no Novo Testamento e significa ter força suficiente; é a terceira palavra de força em três versículos, e a lógica é clara: é preciso ser fortalecido por Deus até para entender o amor de Deus. O segundo é agarrar com a mente, tomar posse; Pedro usa o mesmo verbo quando entende, na casa de Cornélio, que Deus não faz acepção de pessoas. A verdade espiritual se apreende com a mente, não com a emoção.

E “com todos os santos”: a compreensão do amor de Cristo não é privilégio de místicos nem experiência solitária, e no contexto da carta “todos os santos” são judeus e gentios juntos, no mesmo corpo, sem que ninguém tenha acesso privilegiado. Largura, comprimento, altura e profundidade de quê? O versículo não diz; o objeto só vem no versículo seguinte: o amor de Cristo. Poucos versículos geraram tantas interpretações, dos quatro braços da cruz às medidas da nova Jerusalém.

A leitura mais sóbria é a mais simples: os quatro substantivos têm um só artigo e formam uma única figura, uma hipérbole. Paulo pega uma trena, estende-a em todas as direções e descobre que o amor de Cristo não tem fim em nenhuma delas. Ele usa as mesmas palavras em Romanos 8: “nem a altura, nem a profundidade” poderá nos separar do amor de Deus.

Aplicação Para Hoje

Ninguém compreende o amor de Cristo sozinho. O irmão simples que lê a Bíblia com fidelidade pode entender mais desse amor do que o erudito que não a lê, e cada irmão enxerga uma face que o outro não viu. Por isso participar do estudo bíblico da assembleia não é opcional para quem quer compreender: leve as suas perguntas, converse sobre o texto com irmãos mais velhos e mais novos, com gente de outra formação e de outra classe. O que um irmão viu no texto completa o que você viu.

E compreender é tarefa da mente: leia a Bíblia inteira, anote, memorize, medite na cruz, e meditar não é esvaziar a mente, é enchê-la com a Palavra. Quem acha que já sabe tudo sobre o amor de Cristo ainda não começou; quem começou vai continuar pela eternidade. É esse amor que o versículo seguinte nomeia, e ele leva a um alvo.

5. Conhecer o amor que excede, cheios até a medida de Deus (Versículo 19)

Efésios 3:19
“e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus.”

Contexto Histórico e Cultural

O paradoxo é deliberado: conhecer o que ultrapassa o conhecimento. O amor de Cristo aqui é o amor dele por nós, não o nosso por ele; se fosse o nosso, seria amor humano, e amor humano não excede o entendimento de ninguém. “Excede” é uma palavra que só Paulo usa, e três das cinco vezes estão em Efésios: a suprema grandeza do poder, a suprema riqueza da graça, o amor que excede. Ele vai além do conhecimento, não contra ele; quanto mais conhecemos, mais somos surpreendidos. O alvo da escada vem então: “cheios de toda a plenitude de Deus”.

A tradução antiga podia sugerir que o crente comporta toda a plenitude divina, o que é impossível para uma criatura. O grego diz “cheios até”, em direção a um alvo. Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade; o crente é criatura cheia em Cristo, e o alvo é refletir o caráter dele, “à medida da estatura da plenitude de Cristo”, como o capítulo 4 dirá. E amar, na Bíblia, não é primeiro sentimento: é querer e buscar o bem do outro, o bem definido pelo caráter de Deus. Por isso o amor pode ser mandado, e o Senhor elevou o padrão: não mais “como a si mesmo”, mas “como eu os amei”.

Aplicação Para Hoje

Qual é o plano de Deus para a minha vida? A congregação está cheia de gente perguntando isso sobre carreira, casamento, mudança de cidade, e são perguntas legítimas. Mas o plano principal já está revelado: crescer até a maturidade e refletir o caráter de Cristo. Todo o resto é secundário. E se amar é decisão orientada pelo caráter de Deus, amor se treina, como a habilidade de um músico ou de um atleta: ninguém chega lá só assistindo a aulas e tomando notas.

O lugar do treino é o carro, a fila do caixa, a família, o irmão difícil da igreja, gente que não escolheríamos e com quem Deus nos pôs juntos. Escolha nesta semana três situações em que você costuma reagir mal e decida de antemão responder com o bem, e não conforme o que a pessoa merece; você vai falhar, e então confessa e recomeça. O modelo é a cruz: “Pai, perdoa-lhes”. Paulo pediu tanto que ficou sem palavras. Então parou de pedir e começou a adorar.

6. Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais (Versículos 20 a 21)

Efésios 3:20-21
“Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”

Contexto Histórico e Cultural

A doxologia fecha a oração e fecha os três primeiros capítulos, que começaram com “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Paulo empilha expressões até o limite da gramática: o que pedimos; o que pensamos; tudo o que pedimos ou pensamos; acima de tudo isso; e então hyperekperissou, um advérbio triplamente composto, acima, para fora, em abundância, que só Paulo usa. “Infinitamente mais” é a tradução possível; “além da sua imaginação mais ousada” é o sentido. E a medida desse poder já foi descrita: é “conforme o seu poder que opera em nós”, o mesmo que ressuscitou Cristo e o fez sentar à direita do Pai, o mesmo que deu vida a quem estava morto. Se já fez isso, pode fazer o resto.

“A ele seja a glória”: é a oitava e última vez que a palavra aparece em Efésios; os capítulos 4 a 6 não a usam. E é a única doxologia do Novo Testamento que põe a igreja como lugar da glória de Deus, antes mesmo de “em Cristo Jesus”: a glória aparece na igreja, e a igreja só existe em Cristo. Ninguém, homem ou anjo, imaginaria judeus e gentios num só corpo; o impossível aconteceu, e por isso a glória é de Deus, “por todas as gerações, para todo o sempre”. O “Amém” era a resposta da congregação: quem o diz assina embaixo.

Aplicação Para Hoje

Se Deus pode fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, o problema da nossa vida de oração não está no tamanho de Deus, mas no tamanho dos pedidos. Não é cheque em branco para bens materiais; o contexto são os pedidos dos versículos 16 a 19, todos espirituais. Mas nesses ele responde acima do pedido. Como diz o Dr.

Andy Woods, Deus tem o hábito de responder à oração: não no nosso calendário, mas dá o que pedimos e depois uma porção de coisas que nunca pedimos. Salomão pediu sabedoria e recebeu o que não pediu; Daniel orou por setenta anos e recebeu setenta semanas. Peça o que só Deus pode fazer: a reconciliação de irmãos afastados, a conversão de um parente, a maturidade da juventude da igreja. E compare a lista da última reunião de oração com esta: saúde, emprego, viagens, tudo legítimo, mas força interior, Cristo em casa, compreensão do seu amor e maturidade raramente entram.

Por um mês, ore uns pelos outros com as palavras de Paulo. Voltamos ao homem acorrentado: ele não sabia como terminaria o processo em Roma, mas sabia a quem orava, e sabia que o poder que tirou Cristo do sepulcro já operava naqueles irmãos. Termine lendo os versículos 20 e 21 em pé, e diga o amém como quem assina.

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Referências Bibliográficas

• DEAN JR., Robert. Ephesians (série 2018), aulas 096 a 104, com as bordas 095, 105, 106 e 107. West Houston Bible Church, 14/03/2021 a 09/05/2021.

• WOODS, Andrew M. Book of Ephesians , sessão 05: “Ephesians 3:1-21 — Blessings Revealed”. Sugar Land Bible Church, 02/05/2010.

• WOODS, Andrew M. Soteriology , sessões 12 (06/04/2016), 17 (11/05/2016) e 26 (31/07/2016). Sugar Land Bible Church.

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• CHAFER, Lewis Sperry. The Ephesian Letter , pp. 108-109, citado por Constable.

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• JEREMIAH, David. Ephesians (guia de estudo), lição 6. Turning Point.

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• ARNOLD, Clinton E. Ephesians . Zondervan Exegetical Commentary on the New Testament. Grand Rapids: Zondervan, 2010.

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• HOEHNER, Harold W. “Ephesians”. In: Cornerstone Biblical Commentary , vol. 16. Carol Stream: Tyndale, 2008.

• LINCOLN, Andrew T. Ephesians . Word Biblical Commentary 42. Dallas: Word, 1990, pp. 196-221.

• OSBORNE, Grant R. Ephesians: Verse by Verse . Bellingham: Lexham, 2017.

• TALBERT, Charles H. Ephesians and Colossians . Paideia. Grand Rapids: Baker, 2007, pp. 101-106.

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