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Vídeo resumo
Até o versículo 26 Paulo falou de si: da prisão em Roma, do evangelho que avançou por causa dela e da convicção de que ficaria vivo para o progresso dos irmãos. No versículo 27 ele se volta para os filipenses e dá a primeira ordem da carta. A divisão de capítulo cai no meio do assunto, porque o “portanto” de 2.1 costura as duas partes: a igreja que precisa ficar firme diante de quem a combate é a mesma que precisa cuidar de como os irmãos se tratam. Coragem para fora e humildade para dentro são a mesma vida digna do evangelho.
Os filipenses tinham motivo para ouvir isso. Viviam numa colônia romana, orgulhosa da sua cidadania, onde a vida pública girava em torno dos deuses da cidade e do imperador. Quem deixava de participar perdia relações e clientela e podia ser denunciado, como Paulo fora.
E, dentro da igreja, duas irmãs que tinham trabalhado com o apóstolo já não pensavam do mesmo modo. Esta é a mensagem que vamos acompanhar: a igreja que recebeu tudo por graça vive à altura do evangelho quando permanece firme e unida diante de quem se opõe a ela e humilde diante do irmão. Nos dois parágrafos a ordem vem apoiada no que Deus já fez, e quem lê o trecho só como lista de deveres perde a metade dele.
1. Vivam como cidadãos do céu, firmes e lutando juntos (Versículo 1.27)
Filipenses 1:27
“1.27 Acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo até aí para vê-los ou estando ausente, eu ouça a respeito de vocês que estão firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé do evangelho;”
Contexto Histórico e Cultural
Os versículos 27 a 30 são, no grego, uma frase só, com um único verbo de ordem. Para falar de conduta Paulo costuma dizer “andar”; aqui ele escolhe politeuomai, viver como cidadão, cumprir os deveres de quem pertence a uma cidade. A escolha tem endereço. Filipos era colônia de veteranos de guerra, e os seus moradores se orgulhavam de ser romanos.
Paulo toma esse orgulho e lhe dá outro objeto, como dirá no capítulo 3: “a nossa pátria está nos céus”. Robert Dean resume a insinuação do verbo: “Assim como você quer ser um bom cidadão romano, precisa ser um bom cidadão do céu.” “Digno” é palavra de balança: a vida deve pesar tanto quanto o evangelho que se professa. Isso não é merecer a salvação, porque eles já eram salvos; é corresponder ao que já receberam. “Acima de tudo” liga a ordem ao que Paulo acabou de dizer: aconteça o que acontecer com ele, uma coisa não pode faltar a eles, e a conduta da igreja não pode depender da visita do apóstolo.
O que ele quer ouvir é que estão “firmes”, verbo de quem não cede o posto. “Em um só espírito” é a disposição comum da igreja, e não aqui o Espírito Santo, embora seja ele quem a produz, como 2.1 vai mostrar. “Lutando juntos” é verbo de atletas que competem lado a lado, o mesmo que o capítulo 4 usará para as duas irmãs que “juntas se esforçaram” com Paulo no evangelho.
Aplicação Para Hoje
No Brasil, “crente” é rótulo público, e o evangelho é julgado pelo modo como o crente dirige, negocia, paga o que deve, trata o funcionário e discute nas redes. Viver de modo digno do evangelho é fazer a vida pesar tanto quanto a mensagem, e a razão nunca é ganhar o céu, porque o nome já está escrito lá. Maturidade é viver do mesmo modo quando ninguém de fora observa. O versículo também corrige uma ideia muito nossa, a de que firmeza é coisa de herói solitário. Paulo diz que se fica firme lutando junto, como a formação cerrada em que a linha da frente não tem como dar meia-volta porque as fileiras de trás a sustentam.
Ninguém fica firme sozinho. Numa igreja local conduzida por vários que ensinam, a imagem do time é exata: não há estrela, há homens que pastoreiam juntos e irmãos e irmãs com dons diferentes, cada um no seu lugar. O que estraga esse time é o caçador de glória, que põe os outros para trabalhar em favor do brilho de um só. A luta, porém, tem um objeto, a fé do evangelho, e um time existe por causa dela. Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou, e é em torno disso que a igreja cerra fileiras.
2. Em nada intimidados, porque o sinal vem de Deus (Versículo 1.28)
Filipenses 1:28
“e que em nada se sentem intimidados pelos adversários. Pois o que para eles é prova evidente de perdição para vocês é sinal de salvação, e isto da parte de Deus.”
Contexto Histórico e Cultural
A firmeza tem um avesso, e Paulo lhe dá nome com uma palavra que não aparece em nenhum outro lugar da Bíblia. Era usada para o cavalo que se espanta: ele não avalia a ameaça, dispara e arrasta os outros. O medo é contagioso e desfaz a formação, e por isso Paulo diz “em nada”. O verbo diz “deixar-se intimidar”, de modo que o texto não proíbe sentir medo; proíbe deixar-se conduzir por ele. Quem eram os adversários?
A população e as autoridades da própria cidade, as mesmas que tinham açoitado Paulo e Silas, pressionando quem abandonara os cultos da cidade e confessava outro Senhor. A segunda metade do versículo dá a razão para não temer. O sinal de que Paulo fala é a fé que permanece firme: ela é, da parte de Deus, indício do desfecho, ruína para quem combate o evangelho e livramento para os que creem. O livramento não é a justificação, que eles já tinham desde que creram, e também não é promessa de escapar da perseguição, porque o versículo seguinte dirá que sofrer lhes foi concedido.
É a vindicação que Deus dará aos seus, e o horizonte dela é a vinda de Cristo. Paulo escreveu o mesmo a outra igreja da Macedônia: a perseverança deles era “sinal evidente do justo juízo de Deus”, e o acerto viria “quando do céu se manifestar o Senhor Jesus”. Os adversários liam o sofrimento dos cristãos como prova de que Deus os reprovava. Paulo inverte a leitura: a oposição não mostra que Deus abandonou a igreja, e a firmeza dela anuncia como a história termina.
Aplicação Para Hoje
O medo que nos ronda raramente é o da cadeia. É o de perder espaço no trabalho, a clientela, a reputação. Esse medo não se vence olhando com mais atenção para o adversário, e sim trocando o objeto do temor. Sob pressão, é fácil temer mais o homem do que a Deus, e três textos respondem a isso: “não temam os que matam o corpo, mas não podem matar a alma”; “quem tem medo dos outros cai numa armadilha, mas o que confia no Senhor está seguro”; “não tenham medo das ameaças, nem fiquem angustiados”.
O pior que o adversário pode fazer tem limite, e o medo de homens não protege; prende. Dois cuidados precisam ser ditos com todas as letras. A coragem não é condição nem prova da salvação, porque a certeza do crente vem da promessa feita a quem crê, e não do que ele suportou. E quem cedeu ao medo não deixou de pertencer a Cristo: Pedro negou o Senhor diante de uma criada e foi restaurado por ele.
Por isso o sinal deste versículo não serve para o crente medir a própria salvação; serve para ele ler a situação. Quem vê os opositores desse modo deixa de ter raiva ou medo deles e passa a ter pena, e responde à hostilidade com confiança serena. O gladiador vencido dependia do gesto de uma multidão volúvel; o crente recebe o sinal de quem preside o combate, e esse sinal é da parte de Deus.
3. A graça de crer em Cristo e de sofrer por ele (Versículos 1.29 a 1.30)
Filipenses 1:29-1
“Porque vocês receberam a graça de sofrer por Cristo, e não somente de crer nele, pois vocês têm o mesmo combate que viram em mim e que agora estão ouvindo que continuo a ter.”
Contexto Histórico e Cultural
O “porque” explica por que Deus deixaria a igreja sob pressão. A pressão não é abandono nem castigo, e o verbo que Paulo escolhe diz isso: em vez do verbo comum para dar, ele usa charizomai, formado sobre a palavra graça, o mesmo com que descreve o perdão. A NAA guarda o tom: “receberam a graça de”. Como “crer” está entre as coisas concedidas, o versículo costuma ser usado para ensinar que a fé é infundida por Deus em alguns e negada a outros. A frase não permite isso.
Um só verbo, “receberam a graça”, governa as duas coisas, crer e sofrer, e o que vale para uma vale para a outra. Ora, ninguém sofre por Cristo automaticamente: sob pressão, o crente pode calar-se ou ceder. Se o sofrer concedido é uma porta que se pode recusar, o crer concedido também é. O que Deus dá é a oportunidade, e a iniciativa é toda dele: entregou o Filho, manda anunciar o evangelho e convence o mundo pelo Espírito. Crer continua sendo ato de quem ouve.
Andy Woods diz isso numa frase: “É o homem que sofre e, portanto, é o homem que crê.” A fé não é obra nem mérito; é a mão vazia que recebe um dom, e o dom é Cristo. A segunda metade é a que menos queremos ouvir. Para ouvidos gregos, sofrimento era coisa a vencer, nunca dádiva de um deus, e o Novo Testamento chama isso de honra: os apóstolos saíram do Sinédrio alegres “por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome”. O versículo 30 dá a autoridade do pedido.
“O que viram” está em Atos 16: Paulo e Silas açoitados e no tronco, naquela cidade, sem processo. Entre os primeiros ouvintes da carta talvez estivesse o carcereiro, que prendeu os pés de Paulo e, horas depois, lavou-lhe as feridas. “O que ouvem” vem de Roma. É um combate só, e Paulo não pede aos irmãos nenhum caminho que ele mesmo não esteja trilhando.
Aplicação Para Hoje
Se crer é privilégio aberto a quem ouve, cada pessoa que lê este texto pode e deve responder. Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou; a salvação é recebida pela fé, sem obras, e ninguém precisa esperar sentir-se pronto. Aos que já creram, o versículo pede uma mudança de leitura. O estudante ridicularizado na faculdade por causa da fé, o funcionário pressionado a participar do que é desonesto, o irmão hostilizado em casa: nada disso é acidente nem sinal de que Deus se afastou.
Tempos de sofrimento por Cristo são normais na vida cristã, e o que o texto tira do crente é a surpresa. Isso pede duas balizas. Nem todo sofrimento é “por Cristo”: há dor que vem de doença, de luto, de pecado próprio ou alheio, e essa pede cuidado, não romantização. Quem sofre violência deve ser tirado do perigo e encaminhado às autoridades, e quem está deprimido deve ser ouvido e encaminhado a um médico.
Procurar ajuda não é falta de fé, e ninguém deve buscar sofrimento nem permanecer em perigo em nome deste texto. A segunda baliza é que o sofrimento por Cristo é honra concedida, não certificado: há crentes que nunca foram perseguidos e crentes que cederam, e nem uns nem outros deixaram de ser salvos. O que o versículo 30 acrescenta é o consolo de quem não luta sozinho. E quem ensina na igreja local aprende aqui que só se pede aos irmãos o caminho que se está trilhando.
4. Quatro realidades recebidas e um só modo de pensar (Versículos 2.1 a 2.2)
Filipenses 2:1-2
“2.1 Portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há profundo afeto e sentimento de compaixão, então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente.”
Contexto Histórico e Cultural
O “portanto” tira a consequência: a igreja que resiste ao que vem de fora pode ruir por dentro. O atrito tinha nome na carta, Evódia e Síntique, duas irmãs que precisam ouvir o pedido de que “tenham o mesmo modo de pensar”, com o mesmo vocabulário destes versículos. É em igreja boa que o atrito pequeno faz estrago grande. O “se” do versículo 1 engana o leitor de português, porque soa a dúvida. No grego é a condição que se apresenta como real, e pode ser lida “já que”: já que existe encorajamento em Cristo, consolação do amor de Deus, participação comum no Espírito, afeto e compaixão recebidos, então completem a minha alegria.
Nenhuma das quatro foi conquistada. É o cuidado recebido em Cristo, graça em ação, e por isso ninguém tem de onde tirar o direito de se julgar acima do irmão. Antes de pedir que alguém ceda, Paulo lembra a todos o que receberam. A ordem é pessoal: “completem a minha alegria”. Falta pouco à alegria de Paulo, e o que falta é isto.
O verbo “pensar” é o verbo da carta, dez vezes em Filipenses, e não fala de opinião sobre um assunto, mas da direção da mente e da vontade. As quatro expressões do versículo 2 dizem a mesma coisa por quatro lados, e “unidos de alma” retoma o “uma só alma” de 1.27. Ter o mesmo modo de pensar não é pensar igual em tudo. A unidade vem de dentro, do que todos receberam; a uniformidade vem de pressão de fora. Em Cristo já somos um, e uma briga não desfaz isso diante de Deus; o que o mundo vê é a unidade que se pratica.
Aplicação Para Hoje
Charles Swindoll explica o que o versículo pede: “não significa que se espere de todos os crentes que concordem em cada ponto menor de doutrina, se ajustem a um código de vestuário ou suprimam a individualidade. Significa que devem conviver bem, concordando quanto à supremacia de Cristo e à centralidade dos fundamentos da fé”. Numa igreja local conduzida por uma liderança plural, sem uma voz única que decida, o mesmo modo de pensar é o modo como as decisões são tomadas. E o atrito, ali, raramente nasce do evangelho.
Nasce de preferências sobre a ordem das reuniões, a música, a divisão das tarefas, e de pequenas mágoas que ninguém tratou. O texto oferece o caminho. Comece pelo que o irmão recebeu de Cristo, o mesmo que você recebeu. Depois pergunte se o assunto toca a fé do evangelho ou o seu gosto: no primeiro caso, a unidade não se compra com silêncio; no segundo, ceder não é perder.
E, entre os que lideram, ninguém tem a última palavra por posição: espera-se, ora-se e conversa-se até que haja um só pensar, porque em outra carta é Deus quem concede “o mesmo modo de pensar de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”. A unidade se pede em oração antes de se cobrar dos irmãos. Quem se senta à mesa do Senhor com alguém de quem discorda em pontos secundários tem ali a lembrança de que os dois participam do mesmo Espírito, e quem tem parte no mesmo Espírito não pode tratar o irmão como estranho.
5. Humildade que dá o primeiro lugar ao outro (Versículos 2.3 a 2.4)
Filipenses 2:3-2
“Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.”
Contexto Histórico e Cultural
O mesmo modo de pensar tem um nome, e Paulo chega a ele por dois venenos. “Interesse pessoal” é a palavra de 1.17, a dos irmãos de Roma que pregavam por rivalidade. “Vaidade” é, ao pé da letra, glória vazia, honra sem lastro, e as duas metades dessa palavra voltam logo adiante viradas do avesso: Cristo se esvaziou, e a glória é de Deus Pai. Numa cultura de honra, em que a posição social media as pessoas e o ambicioso contava com clientes e dependentes, essas duas coisas eram o caminho normal de quem queria subir.
O contrário delas é uma palavra só, tapeinophrosynē, humildade no modo de pensar, e para um morador de Filipos ela soava mal. Os gregos não tinham a humildade por virtude: o humilde era o pobre, o escravo, alguém de quem se podia tirar vantagem. O Antigo Testamento tinha preparado o caminho, porque nele Deus olha para os humildes, e a virada está em 2.8, onde ninguém humilha Cristo: ele se humilhou, por decisão, a serviço de outros. “Considerar” é verbo de conta, não de sentimento.
É o verbo de Tiago, “tenham por motivo de grande alegria”: soma-se tudo e chega-se a uma conclusão. Considerar o outro superior é decidir o lugar que se dá a ele, e o versículo 4 explica como: olhando também para os interesses dele. O “também” fica, porque os interesses próprios são legítimos; o que o texto condena é que sejam os únicos. Por trás está o mandamento de amar o próximo como a si mesmo, que não manda amar a si mesmo, porque pressupõe que já o fazemos, e pede que esse cuidado seja estendido a outro.
Aplicação Para Hoje
Humildade não é autodepreciação, e precisa ser dito com todas as letras. Warren Wiersbe avisa que a mente submissa “não significa que o crente esteja à disposição de todo mundo, nem que seja um capacho religioso para qualquer um usar”. Em 2.8 quem se humilha o faz por decisão própria e para servir; ninguém o rebaixa. Nada neste texto manda alguém permanecer sob violência ou abuso, em casa ou na igreja: nesses casos, a palavra é sair do perigo e procurar a liderança da igreja e as autoridades.
Também não se chame de orgulho a tristeza de quem luta com sentimento de desvalor ou com depressão; essa pessoa precisa ser ouvida e pode precisar de médico. Dito isso, a humildade do versículo se aprende em atos pequenos e repetidos, feitos por decisão e não por sentimento: em casa, quem escolhe por último; na reunião, quem cede a vez; no serviço da igreja, quem fica com a tarefa que não aparece. E quem considera o outro superior não se anula: continua cuidando do que é seu, do sustento da própria família, e passa a se importar com a vida do irmão em vez de só falar da própria. Paulo não deixa a humildade sem rosto.
O vocabulário destes versículos volta nos seguintes com um só sujeito: o modo de pensar, o considerar, o esvaziar-se, e por fim “ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. Aquele que nos manda considerar os outros é o Criador de todas as coisas, o único de quem se podia dizer que estava acima de todos, e foi ele quem pôs os outros à frente. O que o texto pede a cada um de nós é o que o Filho fez, e quem dá ao irmão o primeiro lugar segue um Senhor que Deus exaltou sobremaneira.
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Referências Bibliográficas
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• WOODS, Andy. Philippians (2020), sessões 3 e 4. Sugar Land Bible Church.
• WUEST, Kenneth S. Philippians in the Greek New Testament. Grand Rapids: Eerdmans, 1942.
• Texto bíblico: Nova Almeida Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil, 2017. Texto grego: SBL Greek New Testament, com a análise do MorphGNT.
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