Série: Efésios • Estudo Bíblico

Efésios 4.17-32: Já despimos o velho homem e vestimos o novo

"Quanto à maneira antiga de viver, vocês foram instruídos a deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos, a se deixar renovar no espírito do entendimento de vocês, Efésios 4:22-23"

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A segunda metade de Efésios começou com um pedido: que vivêssemos de maneira digna do chamado que recebemos. O primeiro desdobramento foi a unidade do corpo (4.1-16). O segundo começa agora, com um novo “portanto”, e trata da santidade no dia a dia.

Os três primeiros capítulos mostraram a nossa posição em Cristo: escolhidos, perdoados, selados, feitos um só povo. Agora Paulo mostra a prática, e a ordem continua a mesma: primeiro o que Deus fez, depois o que ele pede. Como resume Andy Woods, trata-se de deixar a prática alcançar a posição.

O trecho tem um desenho simples. Paulo descreve o modo de viver que ficou para trás (versículos 17 a 19), lembra o que aprendemos quando conhecemos a Cristo (20 a 24) e desce a cinco situações bem concretas: a mentira, a ira, o trabalho, as palavras e o perdão (25 a 32). No centro está uma imagem tirada do guarda-roupa: uma roupa velha que se tira e uma roupa nova que se veste. Este é o fio que vamos seguir: quem está em Cristo já despiu o velho homem e já vestiu o novo; por isso, enquanto Deus renova a nossa mente, falamos a verdade, resolvemos a ira, trabalhamos para repartir, edificamos com as palavras e perdoamos como Deus, em Cristo, nos perdoou.

1. O modo de viver que ficou para trás (Versículos 17 a 19)

Efésios 4:17-19
“Isto, portanto, digo e no Senhor testifico: não vivam mais como os gentios, que vivem na vaidade dos seus próprios pensamentos, tendo o seu entendimento obscurecido, separados da vida que Deus concede, por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração. Tendo-se tornado insensíveis, eles se entregaram à libertinagem para, de forma desenfreada, cometer todo tipo de impureza.”

Contexto Histórico e Cultural

Paulo fala com solenidade: “digo e no Senhor testifico”. O que vem a seguir tem a autoridade de Cristo. Os leitores eram, na maioria, gentios, e conheciam por dentro a vida que ele descreve: Éfeso era a cidade de Ártemis, da magia e dos espetáculos. Mas Paulo não entrega uma lista de proibições. Ele descreve, e começa pela mente.

“Vaidade”, aqui, não é orgulho nem falta de inteligência; é a mente que não alcança o fim para o qual foi criada, como uma flecha bem atirada no alvo errado. O entendimento está “obscurecido”, e a pessoa está separada “da vida que Deus concede”. Essa é a morte espiritual de que o capítulo 2 falou: separação de Deus, e não incapacidade de ouvir e de crer. A causa é a ignorância, e por trás dela está a “dureza do coração”. A palavra que Paulo usa, pōrōsis, era a do calo que se forma sobre um osso quebrado: algo que endurece aos poucos.

Não é uma cegueira de nascença; é a vontade que diz “não” tantas vezes que deixa de sentir. Por isso o versículo 19 fala de gente que se tornou insensível, como pele calejada, e acrescenta: “eles se entregaram”. Ninguém os empurrou. E entregaram-se “de forma desenfreada”, sempre querendo mais, porque o pecado nunca cumpre o que promete. A ordem do retrato é a lição: primeiro o pensamento, depois o coração, por fim a conduta.

Aplicação Para Hoje

Se a vida longe de Deus começa pela mente, o mundanismo é antes de tudo um modo de pensar, e só depois um modo de agir. Isso muda a pergunta que fazemos a nós mesmos. Um cristão pode evitar tudo o que escandaliza e, ainda assim, decidir sobre dinheiro, carreira, casamento e filhos com os mesmos critérios de quem não conhece a Deus. E pode chegar lá do jeito que o calo se forma: aos poucos. Cada vez que a Palavra mostra algo e respondemos “depois”, a recusa seguinte custa menos, até que aquilo já não incomoda.

Por isso, além de perguntar “o que tenho feito?”, vale perguntar “com que critérios tenho pensado?” e “onde tenho dito não ao que Deus já me mostrou?”. Há, porém, uma palavra de alívio no começo do trecho: “não vivam mais”. Para quem creu, esse retrato é passado. Não saímos dele por sermos melhores que os vizinhos; saímos porque alguém nos alcançou e nos ensinou outro caminho. É dessa pessoa que Paulo fala em seguida.

2. Aprender a Cristo (Versículos 20 a 21)

Efésios 4:20-21
“Mas não foi assim que vocês aprenderam de Cristo, se é que, de fato, ouviram falar dele e nele foram instruídos, segundo é a verdade em Jesus.”

Contexto Histórico e Cultural

“Mas”: aqui o trecho vira. A frase “aprenderam de Cristo” é, ao pé da letra, “aprenderam a Cristo”, e não tem paralelo na língua da época. Aprende-se uma matéria, um ofício, uma doutrina; Paulo diz que os efésios aprenderam uma pessoa. Eles sabiam o que era uma escola: o próprio Paulo ensinou todos os dias, por dois anos, na escola de Tirano, em Éfeso (Atos 19.9-10).

Só que ali não se transmitia mais uma filosofia; apresentava-se alguém vivo. “Se é que, de fato” não levanta dúvida sobre a fé dos leitores; tem o sentido de “visto que”. “Ouviram falar dele” é, literalmente, “a ele ouviram”: na pregação dos apóstolos, era o próprio Cristo quem falava. “Nele foram instruídos” indica o lugar onde o ensino acontece: em Cristo, unidos a ele.

E a expressão final, “a verdade em Jesus”, usa só o nome humano do Senhor, coisa rara nesta carta. A verdade não é uma ideia solta; tem endereço na história, no Jesus que viveu, morreu e ressuscitou. À “vaidade dos pensamentos” do versículo 17, Paulo opõe a verdade que está em Jesus. E o caminho entre uma e outra é o ensino: ouvir e ser instruído.

Aplicação Para Hoje

A vida cristã, portanto, não começa com um código de conduta. Começa com uma pessoa, conhecida pela sua Palavra. Disso saem duas correções. A primeira é para quem tenta mudar o comportamento sem conhecer melhor a Cristo: o resultado é cansaço e aparência, porque a mente continua a mesma.

A segunda é para quem diz amar a Cristo, mas não tem tempo para ouvi-lo: ninguém conhece uma pessoa sem escutá-la. Se é pelo ensino que aprendemos a Cristo, o estudo da Bíblia, em casa e na igreja, não é um item a mais na agenda; é o meio que Deus usa para nos mudar. Um modo simples de praticar isso é trocar a ordem das perguntas diante do texto bíblico. Antes de “o que devo fazer?”, perguntar “o que este texto me mostra de Cristo?”.

A obediência vem depois, e vem mais leve, porque nasce de conhecer quem ele é. E o que, exatamente, os efésios aprenderam nessa escola? Paulo resume em três verbos.

3. A roupa velha, a roupa nova e a mente renovada (Versículos 22 a 24)

Efésios 4:22-24
“Quanto à maneira antiga de viver, vocês foram instruídos a deixar de lado a velha natureza, que se corrompe segundo desejos enganosos, a se deixar renovar no espírito do entendimento de vocês, e a se revestir da nova natureza, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.”

Contexto Histórico e Cultural

A imagem é a do guarda-roupa: tirar uma roupa, vestir outra. Em português, os três versículos soam como três tarefas por fazer. Mas as formas que Paulo usa para “deixar de lado” e “revestir” indicam um ato concluído; só a do meio, “se deixar renovar”, descreve algo em andamento. O versículo 25 confirma, com o mesmo verbo: “deixando a mentira”, isto é, tendo-a deixado. E em Colossenses 3.9-10 Paulo diz com todas as letras que os crentes já se despiram do velho e já se revestiram do novo.

Os efésios foram ensinados, portanto, sobre um fato: quando creram, trocaram de roupa. A expressão traduzida por “velha natureza” é, literalmente, “o velho homem”. Não é a nossa inclinação para o pecado, que continua ativa e que a Bíblia chama de “carne”. É o que éramos em Adão, a pessoa inteira do retrato dos versículos 17 a 19, que “se corrompe segundo desejos enganosos”, desejos que prometem felicidade e não entregam. O “novo homem” é o que somos em Cristo, e foi “criado segundo Deus”: é obra dele, não conquista nossa.

Foi criado “em justiça e retidão”, e esta última palavra é a da santidade, da vida dedicada a Deus. Na região de Éfeso cultuava-se um par de divindades chamadas “Santo” e “Justo”; Paulo lembra que a santidade e a justiça verdadeiras vêm do Deus verdadeiro. O Dr. Robert Dean compara tudo isso ao jogador que muda de clube: ele tira a camisa antiga e veste a nova. O código de conduta do time não é o que o faz entrar no time; é o modo como o time joga.

Aplicação Para Hoje

A decisão de cada dia, então, não é vestir o novo homem. É pensar e agir como quem já o vestiu. A diferença é grande. Quem acha que precisa se vestir de novo a cada manhã vive inseguro e, quando peca, conclui que voltou a ser o que era.

Não voltou. Agiu, por um momento, com os modos de alguém que já não é. O problema costuma estar no espelho: olhamos para nós e vemos a pessoa de antes, quando a Palavra nos mostra a pessoa que Deus criou em Cristo. É por isso que o único verbo no presente é “se deixar renovar”.

Deus renova a mente, e nós nos colocamos ao alcance dele pela leitura e pelo ensino das Escrituras. A mente é como a cabine de um avião: quem a controla decide para onde vai o voo inteiro. Assim, diante da tentação, a pergunta deixa de ser “será que eu consigo resistir?” e passa a ser “como age aqui alguém que é novo em Cristo?”. Paulo responde a essa pergunta com situações bem concretas.

4. Verdade, ira com prazo e mãos que repartem (Versículos 25 a 28)

Efésios 4:25-28
“Por isso, deixando a mentira, que cada um fale a verdade com o seu próximo, porque somos membros do mesmo corpo. Fiquem irados e não pequem. Não deixem que o sol se ponha sobre a ira de vocês, nem deem lugar ao diabo. Aquele que roubava não roube mais; pelo contrário, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o necessitado.”

Contexto Histórico e Cultural

“Por isso” liga a prática ao fato. Cada orientação tem o mesmo desenho: algo que sai, algo que entra e um motivo. “Deixando a mentira” usa o verbo do versículo 22: porque já despiram o velho homem, os crentes despiram também a mentira. E Paulo escreve “a mentira”, com artigo. Não são apenas as pequenas mentiras do dia; é a grande mentira de que a criatura pode definir a realidade sem o Criador.

No lugar dela, “fale a verdade com o seu próximo”, frase tirada de Zacarias 8.16. O motivo é o corpo: somos membros uns dos outros, e num corpo o olho que vê o buraco avisa o pé. “Fiquem irados e não pequem” vem do Salmo 4.4. A ira surge, e há ira justa, como a de Jesus diante da dureza dos corações (Marcos 3.5), quando a glória de Deus e o bem do próximo estão em jogo. O pecado é alimentá-la.

Por isso ela tem prazo: o pôr do sol, que na lei de Moisés era o limite para pagar o salário do trabalhador. Ira é dívida que não vira o dia. Quem a guarda dá “lugar ao diabo”: ele não pode possuir quem pertence a Cristo, mas sabe aproveitar uma brecha, como quem joga gasolina numa brasa. Por fim, o ladrão.

O furto era comum entre escravos e diaristas sem trabalho, e alguns deles estavam na igreja. A ordem é parar já e trabalhar, com um verbo que significa trabalhar até cansar. E o propósito vai além do sustento: “para que tenha o que repartir”. Como resumiu Andrew Lincoln, o ladrão deve tornar-se um filantropo.

Aplicação Para Hoje

As três trocas têm a mesma direção: o velho homem vivia para si; o novo vive para o corpo. Vejamos como isso aparece em cada uma. Quem mente protege a própria imagem; quem fala a verdade protege o irmão. E falar a verdade é mais do que não mentir: é conversar dentro do que Deus disse, quando o mundo repete “siga o seu coração”. Quem guarda a ira cuida da própria ferida e deixa a igreja pagar a conta; quem a resolve antes de dormir, com uma conversa, um pedido de perdão ou a entrega do caso a Deus, fecha a porta que o inimigo queria aberta.

Quem tira usa o outro; quem trabalha e reparte serve o outro. Isso dá ao trabalho de segunda-feira um sentido novo: ele existe para sustentar a casa e também para socorrer quem não pode se sustentar e para apoiar a obra de Deus. Em todas essas trocas seguimos os passos de Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir. E, se a mentira, a ira e o furto ferem o corpo, há um instrumento que o fere ou o edifica todos os dias: a palavra.

5. A palavra que edifica e o Espírito que não vai embora (Versículos 29 a 30)

Efésios 4:29-30
“Não saia da boca de vocês nenhuma palavra suja, mas unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçam o Espírito Santo de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção.”

Contexto Histórico e Cultural

A palavra “suja” traduz sapros, que se dizia da fruta estragada e do peixe passado: podre. É a fala que estraga o que toca. O palavrão é só uma parte disso; cabem aqui a fofoca, a piada à custa de alguém, a acusação, a conversa que desmente o que Deus disse. No lugar dela, Paulo põe a palavra que passa por três critérios: é boa para edificar, vem conforme a necessidade de quem ouve e transmite graça.

“Graça” é a mesma palavra da nossa salvação; a boca do crente pode ser um canal do favor de Deus. O versículo 30 começa com “e”, o único conectivo dessa lista de orientações: Paulo liga o Espírito Santo à nossa fala, embora todo pecado o entristeça. A frase lembra Isaías 63.10, onde se diz que Israel, no deserto, se rebelou e entristeceu o Espírito Santo. Só se entristece uma pessoa; o Espírito não é uma força.

A linguagem é tomada da experiência humana, pois Deus não oscila como nós, mas o que ela descreve é real: o pecado fere a comunhão com aquele que nos ama e mora em nós. E Paulo acrescenta que nele fomos “selados”. No porto de Éfeso, a mercadoria seguia com o selo do dono, sinal de propriedade, de proteção e de destino. O selo do crente é o próprio Espírito, recebido quando creu (1.13), e vale “para o dia da redenção”, quando Cristo vier buscar os seus e até o nosso corpo for redimido.

Aplicação Para Hoje

Reparemos no que Paulo não diz. Ele não escreve “não entristeçam o Espírito, senão ele vai embora”. Escreve que não entristeçamos aquele em quem fomos selados. A segurança não funciona como licença; ela é o motivo. Quem teme ser abandonado obedece por medo, e o medo não muda o coração.

Quem sabe que o Espírito fica obedece por amor: ninguém quer entristecer quem o ama e mora na mesma casa. E, segundo o contexto, é na fala que mais o entristecemos. Daí três perguntas para fazer antes de falar ou de enviar uma mensagem: isto edifica? É o que esta pessoa precisa agora?

Transmite graça? Só que o cuidado com as palavras não começa na boca. J. Vernon McGee dizia: “O que está no poço do coração sobe no balde da boca”.

Por isso a fala muda quando muda o que guardamos por dentro, e voltamos à renovação da mente. De Jesus se conta que todos se admiravam das palavras de graça que saíam dos seus lábios (Lucas 4.22). É a vida dele que o Espírito forma em nós. Falta olhar para o que ainda pode estar no fundo do poço.

6. Perdoar como Deus, em Cristo, nos perdoou (Versículos 31 a 32)

Efésios 4:31-32
“Que não haja no meio de vocês qualquer amargura, indignação, ira, gritaria e blasfêmia, bem como qualquer maldade. Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.”

Contexto Histórico e Cultural

A lista do versículo 31 vai de dentro para fora. A amargura é o ressentimento guardado; a indignação é a explosão; a ira, o estado que permanece; a gritaria e a blasfêmia, que aqui é o insulto, são o que chega aos ouvidos dos outros; e a maldade, a vontade de fazer mal, alimenta todas. “Que não haja” é, literalmente, “seja tirado”: é roupa do velho homem. No lugar, “sejam” tem o sentido de “tornem-se”: é um crescimento. Bondosos, com a bondade que Deus mostrou a nós (2.7).

Compassivos, numa palavra que significa “de boas entranhas”, porque os antigos sentiam a compaixão no ventre. E então o centro: “perdoando uns aos outros”. O verbo, charizomai, é formado sobre charis, graça. Perdoar é tratar o outro com graça, dar-lhe o que ele não merece, exatamente como fomos tratados. A medida e o motivo vêm juntos: “como também Deus, em Cristo, perdoou vocês”.

O verbo está no passado e aponta para um fato, a cruz, onde a nossa dívida foi paga por inteiro e Jesus declarou: “Está consumado!”. Não perdoamos para ser perdoados; perdoamos porque já fomos. Jesus contou a história de um servo a quem o rei perdoou uma dívida impagável e que, na saída, agarrou pelo pescoço um colega que lhe devia pouco (Mateus 18). O absurdo da cena é o argumento de Paulo.

Aplicação Para Hoje

Se o perdão se apoia num pagamento já feito, ele é uma decisão, e não um sentimento. Deus não ordena emoções; ordena um ato: entregar a ele a dor e o direito de cobrar. Isso esclarece o que o perdão não é. Não é dizer que não foi nada, porque a cruz mostra que o pecado custou caro. Não apaga as consequências: Davi foi perdoado e ainda colheu o que plantou.

Não obriga a manter a mesma intimidade com quem continua ferindo. Perdoar é rasgar a nota de cobrança, mesmo quando a ferida ainda dói, e fazer isso de novo cada vez que a lembrança voltar. A força para tanto não vem de olhar para quem nos ofendeu, mas para a cruz: a minha dívida com Deus era a maior de todas, e foi cancelada. Na mesa do Senhor nos sentamos todos como devedores perdoados. Chegamos, assim, ao fim do trecho, e o contraste é completo.

Ele começou com uma mente sem rumo e um coração calejado; termina com um coração compassivo, que perdoa. Essa mudança não vem do esforço para nos tornarmos outra pessoa. Em Cristo já despimos o velho homem e já vestimos o novo. Cada verdade dita, cada ira resolvida no mesmo dia, cada salário repartido, cada palavra que edifica e cada perdão concedido é o novo homem aparecendo, enquanto Deus renova a nossa mente.

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Referências Bibliográficas

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