Série: Efésios • Estudo Bíblico

Efésios 5.1-14: Filhos amados de Deus, vivam como filhos da luz

"Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados. 2 E vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós, como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. Efésios 5:1-2"

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O capítulo 4 terminou com o perdão: “perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês”. O capítulo 5 começa com “portanto”, e a divisão de capítulos não deve nos enganar: Paulo continua o mesmo pensamento. Quem perdoa como Deus perdoou está imitando a Deus, e é isso que ele agora pede com todas as letras. Estamos na metade prática da carta, organizada pelo verbo “andar”, que a NAA traduz por “viver”.

O trecho tem dois movimentos. No primeiro (versículos 1 a 7), Paulo mostra o amor que se entrega, cujo modelo é a cruz, e o seu avesso, o desejo que só quer tomar. No segundo (8 a 14), lembra aos leitores o que eles são, luz no Senhor, e os chama a viver de acordo. Nos dois, a ordem é a de toda a carta: primeiro o que Deus fez de nós, depois o que ele pede. Este é o fio que vamos seguir: porque somos filhos amados e, em Cristo, já somos luz, imitamos o Pai andando no amor de quem se entregou por nós, deixamos o que não convém a santos e vivemos como filhos da luz; e, se adormecemos, é Cristo quem nos chama a despertar e promete brilhar sobre nós.

1. Imitadores de Deus, porque filhos amados (Versículos 1 a 2)

Efésios 5:1-2
“Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados. E vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós, como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.”

Contexto Histórico e Cultural

O verbo que a NAA traduz por “sejam” tem o sentido de “tornem-se”: imitar a Deus é um crescimento, e não um estado alcançado de uma vez. A ordem vem com o seu fundamento: “como filhos amados”. Paulo não diz “imitem a Deus para se tornarem filhos”. A filiação vem antes, e é ela que torna a imitação possível, como a criança que copia o pai porque vive com ele.

“Amado” é a palavra que o Pai usou para o Filho no batismo: cada filho de Deus é amado como se fosse o único. A imitação consiste em viver “em amor”, como modo habitual de andar. E esse amor tem definição: “como também Cristo nos amou e se entregou por nós”. O verbo “entregou” é o mesmo que os Evangelhos usam para a traição de Judas e para a sentença de Pilatos; aqui, porém, o sujeito é Cristo.

Ninguém lhe tirou a vida; ele a deu, “por nós”, em nosso lugar. “Aroma agradável”, expressão que vem do sacrifício de Noé depois do dilúvio, é linguagem de aceitação: Deus recebeu o sacrifício do seu Filho. Nada falta à obra da cruz.

Aplicação Para Hoje

A cruz é, portanto, a medida do amor, nos dois sentidos. É por ela que sabemos que somos amados. Quem mede o amor de Deus pelo emprego que veio ou pela doença que não foi embora acabará concluindo, num dia difícil, que Deus não o ama. E é por ela que aprendemos a amar.

Se amar é entregar-se, o amor que Paulo ordena não é um sentimento, porque sentimento não se ordena. É a decisão de buscar o bem do outro, segundo o que Deus chama de bem, mesmo quando custa. Por isso podemos escolher hoje uma pessoa difícil, em casa, no trabalho ou na igreja, e fazer por ela um bem concreto, sem esperar a vontade chegar. Harold Hoehner deixa a pergunta: “O amor de Cristo lhe custou a vida.

Deveria o nosso amor não custar nada?”. Não começamos, porém, pelo esforço. Começamos por saber que somos filhos amados; quem sabe disso não tenta merecer o amor, imita-o. O contrário desse amor também tem nome, e Paulo passa a ele.

2. O que não convém a santos (Versículos 3 a 4)

Efésios 5:3-4
“Que a imoralidade sexual e toda impureza ou avareza não sejam nem sequer mencionadas entre vocês, como convém a santos. Não usem linguagem grosseira, não digam coisas tolas nem indecentes, pois isso não convém; pelo contrário, digam palavras de ação de graças.”

Contexto Histórico e Cultural

No original, o versículo 3 começa com um “mas”: do amor que se entrega, Paulo passa ao desejo que se serve. Como resume Andy Woods, a cobiça mal pode esperar para tomar; o amor mal pode esperar para dar. “Imoralidade sexual” é o termo amplo para toda relação fora do casamento entre um homem e uma mulher. No mundo greco-romano, a infidelidade do homem era tolerada, e os próprios deuses eram apresentados como adúlteros.

“Impureza” alarga o alcance para além do sexo, e “avareza” é, ao pé da letra, “querer ter mais”, o desejo que nunca se dá por satisfeito. Essas coisas não devem ser “nem sequer mencionadas”, isto é, não devem ser assunto, ambiente nem fama da igreja. O motivo é a identidade: “como convém a santos”, gente separada para Deus. O versículo 4 passa dos atos para a fala.

A última palavra da lista, eutrapelia, era para Aristóteles uma virtude, a espirituosidade de quem sabe conversar; no tempo de Paulo já designava a piada de duplo sentido. O problema não é o bom humor; é rir do que Deus chama de pecado. No lugar dela, Paulo põe uma palavra de som parecido, eucharistia, ação de graças. A troca não é só de sons: a cobiça toma, e a gratidão reconhece que tudo foi dado.

Aplicação Para Hoje

Notemos a direção do argumento. Paulo não diz “evitem essas coisas para se tornarem santos”. Diz: vocês são santos, e isto não combina com vocês. Com isso, a pergunta diante de um hábito muda.

Deixa de ser “até onde posso ir?” e passa a ser “isto convém a quem pertence a Deus?”. Ela vale para o que fazemos e para aquilo de que achamos graça. Boa parte da nossa fala, hoje, é escrita; antes de encaminhar a piada de duplo sentido no grupo da família ou do trabalho, cabe a mesma pergunta. E o remédio que Paulo receita não é apenas o silêncio.

É uma troca: palavras de gratidão no lugar das palavras torpes. Quem agradece recebe o casamento, o corpo e os bens como presentes de Deus, e para de olhar com desejo para o que é do outro. E quem recebeu um amor que se entregou até a cruz tem motivo de sobra para agradecer. Mas alguém pode achar tudo isso exagero, e Paulo acrescenta um aviso.

3. O que está em jogo: a herança no Reino (Versículo 5)

Efésios 5:5
“Fiquem sabendo disto: nenhuma pessoa imoral, impura ou avarenta — porque a avareza é idolatria — tem herança no Reino de Cristo e de Deus.”

Contexto Histórico e Cultural

Este versículo assusta muita gente. Lido sozinho, parece dizer que o crente que cai num desses pecados perde a salvação, ou que nunca foi salvo. Nenhuma das duas coisas cabe nesta carta, que já afirmou que somos salvos pela graça, por meio da fé, e não por obras (2.8-9), e selados pelo Espírito para o dia da redenção (4.30). A chave está na palavra “herança”. Em português, herança supõe a morte de alguém; no Antigo Testamento, é a posse que Deus dá.

E havia mais de uma: todo o povo de Israel tinha o Senhor, mas a tribo de Levi morava na terra sem ter território nela. Efésios conhece a herança que todo crente tem, garantida pelo Espírito (1.14). O Novo Testamento, porém, fala também de uma herança que é recompensa (Colossenses 3.24), decidida no tribunal de Cristo, onde só haverá salvos. É dela que o versículo trata.

O “Reino de Cristo e de Deus” é o reino que Cristo estabelecerá quando voltar. Todos os que creem estarão nele; a parte que cada um terá nele depende de como viveu. O Dr. Robert Dean compara isso ao contrato de um atleta: há o salário garantido e há as cláusulas de incentivo.

A salvação é de graça; as recompensas se conquistam. A frase entre travessões mostra a gravidade: “a avareza é idolatria”. Os efésios tinham visto os ourives de Ártemis levantarem a cidade para defender o lucro (Atos 19). Onde o desejo manda, ele ocupa o lugar de Deus.

Aplicação Para Hoje

Entendido assim, o versículo não serve de chicote nem de travesseiro. Não é chicote, porque não nos autoriza a dizer ao irmão que caiu em imoralidade ou em avareza que ele não é salvo. O que ele precisa ouvir é quem ele é em Cristo e qual é o caminho de volta: confessar o pecado a Deus, que é fiel para perdoar. E não é travesseiro, porque a certeza da salvação não torna o pecado barato.

Há algo real em jogo, e o que se troca por um desejo pode valer muito mais do que se imagina. Esaú trocou o direito de primogênito por um prato de comida. Vale perguntar, sem medo e sem descuido: o que estou trocando, e pelo quê? A advertência vem de quem nos ama.

Cristo, que se entregou por nós, quer nos ter ao seu lado no reino, com a alegria de quem viveu para ele. O versículo foi escrito para nos animar, e não para nos condenar. Só que sempre há quem diga que nada disso importa.

4. Palavras vazias e más sociedades (Versículos 6 a 7)

Efésios 5:6-7
“Não se deixem enganar com palavras vazias, porque a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência por causa dessas coisas. Portanto, não participem daquilo que eles fazem.”

Contexto Histórico e Cultural

“Palavras vazias” são palavras ocas, sem realidade por dentro. O que diziam? O que se diz em todo tempo: que esses pecados não têm importância, que Deus não julga, que a graça cobre tudo e por isso tudo é permitido. Paulo responde que é “por causa dessas coisas”, os pecados dos versículos 3 a 5, que “a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência”. São os que não creram, o mundo de onde os leitores tinham saído (2.2).

O verbo está no presente: a ira de Deus já se mostra na história, quando ele entrega as pessoas às consequências do que escolheram, e ainda virá, no juízo. Para o filho de Deus, a situação é outra. A ira que ele merecia caiu sobre Cristo; quando peca, o que recebe do Pai é disciplina, nunca condenação. Mas é justamente por isso que o versículo 7 conclui: “não participem daquilo que eles fazem”. O original diz “não se tornem coparticipantes deles”, com uma palavra, symmetochos, que o Novo Testamento só usa nesta carta.

Em 3.6, os gentios se tornaram “coparticipantes da promessa” em Cristo Jesus. Quem foi feito sócio da promessa não pode voltar a ser sócio da desobediência. Não é uma ordem de isolamento: a separação é da prática, não das pessoas. Jesus comia com pecadores e não pecava com eles.

Aplicação Para Hoje

As palavras vazias têm sempre o mesmo conteúdo: diminuem o pecado. Raramente negam a Deus; dizem apenas que “não é tão grave”, que “todo mundo faz”, que “Deus entende”. Chegam pelas séries, pelas redes, pelos colegas e, às vezes, até por púlpitos. E as mais perigosas não vêm de fora: são as que dizemos a nós mesmos para justificar o que já decidimos fazer. Contra o engano, a defesa é uma só, a verdade conhecida.

Daí uma conta simples: quantas horas por semana ouvimos a interpretação da vida feita por quem não conhece a Deus, e quantas passamos diante da Palavra? Mas a razão final para não sermos sócios da desobediência não é o medo. É a cruz. A ira de Deus contra esses pecados caiu sobre Cristo, em nosso lugar; não faz sentido brincar com aquilo que custou a vida dele. E há ainda outra razão, que Paulo apresenta em seguida: nós já não somos o que éramos.

5. Vocês eram trevas; agora são luz no Senhor (Versículos 8 a 10)

Efésios 5:8-10
“Porque no passado vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz 9 — porque o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade —, tratando de descobrir o que é agradável ao Senhor.”

Contexto Histórico e Cultural

O “porque” explica o versículo 7: não sejam sócios deles, pois vocês já não pertencem a esse mundo. E o verbo é forte. Paulo não diz que os leitores estavam nas trevas; diz que eram trevas. A conversão não foi uma mudança de ambiente; foi uma mudança de ser: “agora são luz”. E há um detalhe: as trevas não têm complemento; a luz tem, “no Senhor”.

O crente não brilha com energia própria; é luz porque está unido a Cristo, a luz do mundo. Só depois da afirmação vem a ordem: “vivam como filhos da luz”. O que somos não depende de como andamos; como andamos deve corresponder ao que somos. O versículo 9, entre travessões, diz o que a luz produz: bondade, que é a generosidade em favor dos outros; justiça, a conduta reta; e verdade, a vida sem fingimento.

É “fruto”: resultado de pertencer a Cristo, e não exigência para ser aceito por ele. E o versículo 10 diz como se anda na luz: “tratando de descobrir o que é agradável ao Senhor”. O verbo vem do trabalho com os metais, que se provam no fogo para ver o que valem. Andar na luz é examinar cada escolha diante do Senhor.

Aplicação Para Hoje

Essa ordem, primeiro o que somos e depois como vivemos, nos guarda de dois erros. O primeiro é o desespero. O crente que pecou costuma concluir que já não é de Deus. O texto diz outra coisa: ele continua sendo luz no Senhor, e por isso mesmo é chamado a voltar a andar como tal.

O segundo erro é a acomodação: achar que, por sermos luz, o andar se resolve sozinho. Não se resolve; é preciso “descobrir o que é agradável ao Senhor”, e isso se faz com a Palavra, não com a impressão do momento. Onde a Bíblia dá uma ordem clara, obedecemos. Onde ela não trata diretamente do caso, buscamos nela os princípios e pedimos ao Espírito o discernimento.

Na prática, é levar uma pergunta às decisões comuns sobre dinheiro, lazer, amizades e trabalho: isto agrada ao Senhor? Quem foi amado por Cristo quer agradar a Cristo, como o filho que conhece o gosto do pai. E quem anda assim descobre logo que a luz tem um efeito sobre o que está ao redor.

6. Nem cúmplices, nem fiscais (Versículos 11 a 12)

Efésios 5:11-12
“E não sejam cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, tratem de reprová-las. Pois aquilo que eles fazem em segredo é vergonhoso até mencionar.”

Contexto Histórico e Cultural

“Cúmplices” traduz bem o verbo, que é o de ser sócio num empreendimento. E o objeto são as obras, não as pessoas. O que Paulo proíbe é participar da produção das trevas, e essas obras são “infrutíferas”: enquanto a luz dá fruto, as trevas só produzem mais trevas. A segunda ordem é positiva: “tratem de reprová-las”.

O verbo significa trazer à luz, expor, e daí convencer e repreender. Como se faz isso? Antes de tudo, pela vida. A presença de quem anda na luz já mostra as trevas como elas são.

J. Vernon McGee escreveu: “As trevas não são expulsas pregando contra elas; as trevas se dissipam com a presença da luz”. A palavra, porém, não fica excluída. Quando um irmão volta às obras das trevas, o amor fala, e fala para restaurar, não para humilhar.

O versículo 12 põe um limite: o que se faz “em segredo é vergonhoso até mencionar”. Em Éfeso, isso incluía as práticas ligadas aos cultos da cidade e também a magia; os convertidos tinham queimado em público os seus livros de artes ocultas (Atos 19.19). Expor não é descrever. Há coisas que não devem virar assunto, nem a pretexto de denúncia.

Aplicação Para Hoje

O versículo nos afasta de duas tentações opostas: a do cúmplice e a do fiscal. A primeira aparece nas decisões de negócio, de emprego, de sociedade, de namoro. A pergunta é: estou ajudando a produzir algo contrário à Palavra? Onde for possível sair, saímos.

Onde não for, como tantas vezes no trabalho e na família, ficamos sem fazer parte: presentes entre as pessoas, ausentes das obras. A segunda tentação é achar que reprovar é apontar o dedo. A exposição começa em nós, quando deixamos a Palavra iluminar o próprio coração. Continua em casa, nas conversas comuns em que os filhos aprendem a distinguir a luz das trevas.

Quando for preciso falar, a pergunta é sobre o propósito: quero que essa pessoa seja restaurada ou quero ter razão? Foi assim que Cristo nos tratou. A luz dele mostrou o que éramos, e não para nos envergonhar: mostrou para nos salvar. É exatamente isso que a luz faz, como Paulo explica ao concluir.

7. Desperte, e Cristo o iluminará (Versículos 13 a 14)

Efésios 5:13-14
“Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo o que se manifesta é luz. Por isso é que se diz: “Desperte, você que está dormindo, levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará.”

Contexto Histórico e Cultural

O versículo 13 explica como a reprovação funciona: o que é exposto à luz aparece como é. E a frase final, “tudo o que se manifesta é luz”, lembra aos leitores a própria história: eles eram trevas, a luz brilhou sobre eles, e hoje são luz. A luz não convive com as trevas; ou as expõe, ou as transforma. Daí a citação que encerra o trecho. A frase não está, com essas palavras, no Antigo Testamento; reúne o que os profetas disseram (Isaías 26.19 e 60.1), e é possível que as primeiras igrejas já a cantassem.

A quem ela se dirige? Lida sozinha, soa como chamado a quem ainda não creu. Mas a carta é escrita a santos, o versículo 8 diz que eles são luz, e o 11 supõe que podem tornar-se cúmplices das trevas. O chamado é ao crente que dorme: tem a vida de Cristo, mas está deitado entre os mortos, vivendo como eles. O sono é a imagem certa, porque quem dorme não percebe que dorme.

As ordens são duas, “desperte” e “levante-se”, e a segunda tem a forma da decisão imediata. Depois vem a promessa: “Cristo o iluminará”, literalmente, brilhará sobre você. O verbo “despertar” é o mesmo da ressurreição de Cristo. Deus já nos ressuscitou com ele (2.5-6); o chamado é para viver o que já somos.

Aplicação Para Hoje

Se o sono não se percebe, vale conhecer os sinais: a Palavra já não nos alcança, o pecado deixou de incomodar, a gratidão sumiu da boca. Para quem se reconhece aí, o texto não manda sentir remorso; manda levantar-se. Despertar é mudar de direção: dar nome ao pecado diante de Deus, voltar às Escrituras nesta semana, retomar o passo com os irmãos. Ninguém, porém, se levanta sozinho.

A promessa é que Cristo brilhará sobre quem se levanta, e isso é mais do que perdão: é a aprovação e a presença dele, e a alegria de voltar a ser útil nas mãos dele. Voltamos, assim, ao começo. O trecho abriu com filhos amados e termina com Cristo brilhando sobre o filho que acorda. Entre uma ponta e outra está a cruz, onde ele nos amou e se entregou por nós.

É por causa dela que imitamos o Pai, deixamos o que não convém a santos e vivemos como filhos da luz. Não fazemos isso para ganhar o amor de Deus. Fazemos porque já somos amados, e porque, no Senhor, já somos luz.

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Referências Bibliográficas

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• WOODS, Andy. Soteriology, aulas 003, 016 e 035. Sugar Land Bible Church.

• BING, Charlie. GraceNote 96. GraceLife Ministries (gracelife.org), 2022.

• BOCK, Darrell L. Ephesians. Tyndale New Testament Commentaries. Downers Grove: IVP, 2019.

• CONSTABLE, Thomas L. Notes on Ephesians. Edição 2026. planobiblechapel.org.

• GUZIK, David. Enduring Word Commentary: Ephesians 5. enduringword.com.

• JEREMIAH, David. Ephesians (guia de estudo), lição 9. Turning Point.

• McGEE, J. Vernon. Thru the Bible, vol. 47: The Epistles (Ephesians). Nashville: Thomas Nelson.

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• WIERSBE, Warren W. Be Rich, pelos excertos de um guia de estudo.

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• HOEHNER, Harold W. Ephesians: An Exegetical Commentary. Grand Rapids: Baker Academic, 2002.

• HOEHNER, Harold W. “Ephesians”. In: Cornerstone Biblical Commentary, vol. 16. Carol Stream: Tyndale, 2008.

• LINCOLN, Andrew T. Ephesians. Word Biblical Commentary 42. Dallas: Word, 1990.

• OSBORNE, Grant R. Ephesians (comentário versículo a versículo).

• TALBERT, Charles H. Ephesians and Colossians. Paideia. Grand Rapids: Baker Academic, 2007.

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